Postos de combustível: entenda como as mudanças nos preços afetam seu bolso
Um dos assuntos mais discutidos atualmente é o aumento da gasolina no posto de combustível. Só no mês de junho de 2022, o preço médio fechou em R$ 7,594 — e mesmo com o novo reajuste anunciado pela Petrobras, o valor cobrado pra abastecimento subiu apenas 0,03% se comparado ao mês de maio do mesmo ano, com previsão de melhor estabilidade pra julho.
Daí vem o questionamento sobre o preço de 2 dígitos e como isso impacta o bolso do brasileiro. Confira neste post dicas de como economizar no meio dessa alta de preços pra garantir aquele dinheiro no bolso no fim do mês.
O panorama dos preços dos combustíveis
Embora tenha registrado uma alta de, pelo menos, quatro vezes no combustível no mês de maio de 2022, o mês de julho trouxe um verdadeiro alívio: houve uma queda no preço de 10,3% da gasolina e de 9,6% do Etanol, conforme os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustível (ANP).
Pra entender melhor, o mês de junho tinha fechado a gasolina com R$ 7,24 o litro, e no mês de julho o preço médio foi de R$ 6,49, com redução de 0,75 centavos. O etanol, por sua vez, apresentava R$ 5,00 e foi pra R$ 4,52 no mês de julho de 2022.
O principal motivo que contribuiu com a variação do preço foi o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). Isso porque foi sancionado um Decreto Federal em que as unidades federativas não podem cobrar ICMS acima de 17 e 18% a depender da região. Essa determinação ficará vigente até dia 31 de dezembro de 2022.
Dessa forma, os estados que já reduziram o ICMS foram: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
No entanto, apesar do paliativo, a previsão é que a gasolina continue cara e com reajustes previstos para o segundo semestre de 2022 e início do ano de 2023. Um dos principais motivos são instabilidades econômicas e inflação do país, que atualmente se encontra em 4° lugar dos países que compõem o G20, com 12,1%.
O impacto do aumento dos preços dos combustíveis no bolso do consumidor
A gasolina interfere diretamente na economia e no bolso. Afinal, o principal transporte do Brasil ainda é o rodoviário. Dessa forma, quando há um aumento no combustível, todos os insumos são afetados em um verdadeiro efeito “dominó”, atingindo supermercados, drogarias e demais pontos de abastecimento do país, seja de álcool ou gasolina.
Portanto, transporte, vestuário, alimentação, saúde, construção civil, etc. faz parte deste processo inflacionário, que já chegou na casa de dois dígitos. Além disso, outro parâmetro responsável pelo encarecimento da gasolina e do diesel é o reajuste do petróleo pelo Estados Unidos e União Europeia, como forma de resposta à Guerra da Ucrânia.
Em suma, a alta interfere nos principais itens mencionados anteriormente na hora de economizar no posto de combustível:
- Transporte — o efeito é mais direto em fretes rodoviários, passagens de ônibus urbanos e interestaduais, além de aviação e aplicativos de transporte;
- Alimentação — esse é um efeito indireto causado pelo transporte rodoviário, então, há aumento em todos os departamentos de supermercado;
- Vestuário — as roupas confeccionadas em nylon e poliéster sofrem alta no preço, os quais são derivados do petróleo;
- Saúde e construção civil — o aumento da gasolina implica principalmente na logística, pela necessidade de transporte e utilização dos implementos à construção.
Nunca houve tanta discussão de assuntos relacionados a alternativas renováveis de energia a fim de alimentar todo esse sistema que cresce a cada dia. Afinal, a nossa sociedade continua a prosperar, com previsão de chegar na escala de 8 bilhões de pessoas em novembro de 2022.
Ou seja, a sustentabilidade começa a deixar de ser uma visão pra se tornar uma necessidade básica à humanidade, pra que ela não se torne refém apenas de uma fonte de energia.
Como economizar diante dessa alta de preços no posto de combustível
Diante dessas altas nos preços, separamos algumas dicas que podem ajudar você a reduzir as idas ao posto de combustível, seja o seu carro flex ou não.
Acerte na marcha e deixe o veículo leve
Essa dica é clássica, porém, infelizmente, é negligenciada por muitos. Procure sempre manter seu veículo leve, sem forçar a marcha indevida, sobretudo na hora de trocá-la. Retire também a bagagem extra no porta-malas: o peso interfere fortemente no número de vezes que você precisará abastecer o carro.
Calibre sempre os pneus
Essa dica além de segurança, traz economia. Fique de olho pra ver se os pneus do seu automóvel estão precisando daquela calibrada. Assim, você evita que ele force na estrada ou nas vias urbanas. Além disso, preocupe-se em fazer o balanceamento e alinhamento, pois esses fatores fazem com que o veículo rode com dificuldade e beba bastante gasolina.
Não caia no mito do ar-condicionado
É isso mesmo que você leu. Tenha cuidado com aquele mito de que deixar o ar-condicionado desligado será economia na certa. De fato, a cautela no consumo desse equipamento deve ser considerada, porém, tudo depende de como você está dirigindo.
Isso porque, com o consumo do ar-condicionado, você tem, pelo menos, 10% de gasto na gasolina. Então, quando desligamos e abaixamos o vidro, também temos o efeito negativo do vento “puxando” o seu carro. Se você estiver em uma estrada, o carro beberá bastante gasolina pra manter a mesma velocidade, até mesmo superando o gasto do refrigerador.
Então, qual é a solução? Simples. Em estradas longas de velocidade constante, prefira o ar-condicionado com vidros fechados, contudo, em trânsito que tem muitas paradas, você pode recorrer em abaixar o vidro.
Você viu até aqui que a causa do aumento do preço no posto de combustível se deve, principalmente, pelo reajuste da Petrobras, além da instabilidade econômica no cenário mundial, que levou os Estados Unidos e a União Europeia a aumentarem o valor do petróleo. Além disso, a previsão é que os reajustes continuem nas próximas décadas.
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