Você já ouviu falar em sinistralidade no plano de saúde? Esse índice está diretamente relacionado ao valor pago pela contratação desse benefício.
Principalmente no contexto empresarial, é preciso prestar atenção nesse detalhe, pois controlar as variações da sinistralidade pode evitar o aumento inesperado dos custos com esse tipo de serviço.
A conscientização dos colaboradores beneficiados em relação à utilização do plano é uma das possibilidades para reduzir o número dos chamados sinistros. Neste post, explicamos tudo sobre o assunto. Confira!
O que é sinistro em plano de saúde?
Poder contar com um plano de saúde é de bastante ajuda, principalmente em situações de urgência. Muitas vezes, as mensalidades pagas acabam saindo mais em conta do que os valores de exames e procedimentos médicos. No entanto, usar esse benefício indevidamente pode impactar diretamente a sinistralidade, gerando altos reajustes.
O plano de saúde é um investimento que atrai tanto pessoas físicas quanto jurídicas. No caso das organizações, a oferta desse benefício tem sido feita, muitas vezes, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos colaboradores. Isso agrega valor ao vínculo com a empresa, ajudando na prospecção de novos talentos e na retenção de profissionais contratados.
Apesar de estar à disposição dos funcionários quando necessário, é preciso ter bom senso na utilização do serviço. Cada vez que é acionada por usuário, a operadora do plano de saúde registra o que se chama de sinistro. Ele representa um custo, que pode variar em relação ao tipo e valor do procedimento realizado pelo paciente.
Tudo que estiver envolvido no procedimento é calculado e representado por um percentual. O resultado desses cálculos interfere diretamente no índice de sinistralidade no plano de saúde. O que isso quer dizer?
Como funciona a sinistralidade no plano de saúde?
Dizer que o sinistro está relacionado com a taxa de sinistralidade no plano de saúde significa que ele é a medida utilizada para calcular esse índice. Se o valor da utilização do benefício é maior que a receita gerada pela operadora do plano, o índice aumenta. O problema é que altos índices de sinistralidade podem gerar o reajuste do valor pago pelo plano.
Ter uma sinistralidade negativa quer dizer que a empresa que contrata o benefício tem mais gastos com despesas médicas do que paga pelo serviço. Normalmente, a operadora do plano de saúde prevê um limite de tolerância para a variação negativa da sinistralidade.
O problema é que, muitas vezes, esse reajuste pode ocasionar no aumento do valor de contribuição na folha de pagamento dos colaboradores, ou a alteração de planos para operadoras com custos menores. Existem formas simples de calcular o sinistro e evitar que a utilização excessiva do plano de saúde cause o aumento no valor pago pelo plano. Confira!
Como calcular o sinistro?
A maioria das operadoras utiliza a relação entre os valores de sinistro e de prêmio para calcular a sinistralidade.
Imagine que o benefício foi acionado para uma consulta e, nela, o médico fez a aplicação de um medicamento injetável. Nesse caso, os valores da consulta, do medicamento e dos materiais utilizados serão considerados para compor o total do sinistro. O prêmio é referente ao montante pago pelos beneficiados, ou seja, a mensalidade do plano de saúde.
Para calcular a sinistralidade, a fórmula utilizada é: (sinistro / prêmio) x 100.
Na prática, se a empresa paga R$ 110 mil pela contratação do plano de saúde, mas os sinistros somam R$ 170 mil, a taxa de sinistralidade será de 154%. A conta ficaria assim:
(170.000 / 110.000) x 100 = 154% de sinistralidade.
Com o resultado definido, é importante verificar a cláusula de reajuste prevista no contrato.
Uma taxa média praticada nesse mercado é de 70%, ou seja, a cada R$ 100 pagos pela empresa, o gasto com as despesas médicas não deve ultrapassar os R$ 70. Caso contrário, o valor pago pela contratante deve ser reavaliado.
É importante lembrar que a sinistralidade não é o único quesito que resulta no reajuste do plano. Fatores como a Variação dos Custos Médicos Hospitalares e Laboratoriais (VCMHL) também impacta diretamente nas mensalidades.
Como realizar o controle de sinistralidade?
Algumas medidas simples podem ser implementadas no dia a dia do ambiente corporativo para evitar o aumento dos sinistros e, consequentemente, o alto reajuste do contrato.
Em primeiro lugar, campanhas de prevenção de doenças e melhoria na qualidade de vida podem ajudar a reduzir a ocorrência de sinistros. Hábitos mais saudáveis entre os colaboradores diminuem a necessidade de procedimentos médicos de urgência ou de idas recorrentes ao pronto socorro.
Existe outra providência que tem resultados consideráveis em relação a problemas como o alto índice de sinistralidade no plano de saúde. A aplicação de ferramentas que otimizam a gestão dos benefícios corporativos ajuda a oferecer as melhores vantagens aos colaboradores — sem colocar a saúde financeira da empresa em risco.
Um exemplo disso é a RGD (Rodobens Gestão de Dados). Esse software utiliza a tecnologia para ajudar a equipe de Recursos Humanos com dados sobre a saúde e o comportamento dos colaboradores beneficiados e seus dependentes.
Com isso, o RH tem mais facilidade em planejar ações preventivas que contribuam para a diminuição dos sinistros. Como resultado, aumentam-se as chances manter o índice de sinistralidade dentro da margem, assim como os gastos com a contratação do plano de saúde corporativo.
Benefícios como o plano de saúde empresarial têm atraído e retido cada vez mais os talentos nas empresas. Por isso, é fundamental que a sua empresa tenha o apoio de uma equipe qualificada que faça a gestão do seu benefício com análises médicas, operacionais e técnicas.
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