Como investir em criptomoedas de forma segura? Entenda
Você sabe como investir em criptomoedas de forma segura? Se você está pensando em começar a aplicar nesse investimento e nunca se fez essa pergunta, é melhor repensar.
Qualquer um que acompanhe o mundo dos investimentos lembra-se do boom que foi a alta das criptomoedas, em especial o Bitcoin, que chegou a valorizar cerca de 1000%. Desde lá, apesar de ter baixado o preço, a valorização continua alta: só em 2021, a moeda manteve 419% de lucro.
Os números não deixam mentir que se trata de uma ótima oportunidade, porém, como qualquer aplicação, é preciso cuidado, não só para entender quais são as regras, mas também para não cair em golpes e acabar perdendo dinheiro.
Pensando nisso, neste texto, resolvemos juntar as principais dicas para começar a investir em criptos com mais segurança. Confira!
Por que ter cuidado ao investir em criptomoedas?
As criptomoedas possuem uma característica bem própria se comparadas com outras formas de capital: ela é descentralizada. Os ativos são gerados de computadores de várias partes do mundo. Sem uma fonte exata, hackers não conseguem ter acesso aos criptoativos.
Basicamente, quando acontece uma transação, um código exclusivo é gerado. Ele é registrado no blockchain, um sistema que funciona como um livro contábil digital e, a partir daí, não pode ser mudado. Esse processo ainda tem uma tecnologia de criptografia nos moldes das agências do governo americano.
No entanto, apesar de todas essas vantagens em relação à segurança, esses ativos apresentam riscos para quem os utiliza, especialmente, no processo de compra e armazenamento por causa das exchanges. Entre os riscos estão:
- Roubos nas carteiras virtuais;
- Fraude nas corretoras;
- Falta de regulamentação oficial;
- O investidor não tem suporte institucional.
Sendo assim, é muito importante ter cuidado na hora de investir, analisando alguns pontos que abordaremos no tópico a seguir.
Quais são os cuidados ao investir em criptomoedas?
As criptomoedas são ativos que atraem pela sua facilidade de lucro, mas, ao longo deste tópico, você verá que isso também representa um ponto de atenção, principalmente para quem está começando a investir. Quais cuidados ter? É o que vamos descobrir a seguir. Continue!
Saiba qual é o seu perfil de investidor
Não apenas para criptomoedas, mas para qualquer investimento, é importante conhecer qual é o seu perfil de investidor antes de começar a aplicar. Essa classificação está relacionada ao suporte ao risco. São três tipos: conservador, moderado e arriscado. Eles representam, em ordem crescente, a capacidade de aguentar as volatilidades das aplicações.
O perfil conservador é aquele que não suporta riscos, por isso, tende a querer alternativas seguras, como renda fixa. Já o moderado tem uma tolerância maior e pode ter uma parte da sua carteira com investimentos mais voláteis, ou seja, de renda variável. Por fim, o perfil arriscado é o investidor que já tem uma certa experiência, conhece bem o mercado e aplica majoritariamente em renda variável.
Saiba que essa não é uma classificação fixa; você poderá transitar entre esses perfis conforme a sua estratégia mude.
Escolha um método de investimento
Para aplicar em criptomoedas, existem três maneiras principais: exchanges, ETFs ou fundos de investimentos. No caso das exchanges, funcionam como corretoras específicas de criptomoedas. Aqui, o investidor tem um portfólio à sua disposição, pode escolher quais tipos e também o quanto está disposto a desembolsar.
Já os ETFs, ou fundos de índices, são aplicações em que não se aplica diretamente na criptomoeda, e sim no seu índice. Eles replicam a performance do ativo e, geralmente, são compostos por mais de um. O mais conhecido no Brasil é o HASH11 (Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice).
Por último, os fundos de investimentos são aplicações com diversos ativos em um lugar só, tudo administrado por um gestor profissional. Portanto, o investidor terá acesso também a ações e ativos de renda fixa. Desde setembro de 2018, esse tipo de investimento está autorizado a ter também as criptomoedas.
Cuidado com a volatilidade
Uma regra básica sobre investimentos é: quanto maiores as oportunidades de ganho, mais são as chances de perda. E as criptomoedas não estão longe dessa realidade, afinal, são baseadas na oferta e procura. Portanto, quanto mais o mercado quiser, mais a probabilidade de aumentarem o valor, assim como o efeito inverso.
Essas oscilações no dia a dia do mercado acontecem. O Bitcoin, apesar da alta, já teve épocas em que desvalorizou um terço em 24 horas. Sendo assim, a volatilidade é uma característica que não pode ser ignorada. A melhor forma de ter sucesso é conhecer o seu perfil e nunca operar apenas com um tipo de investimento, sempre diversificando a carteira para diluir os riscos.
Busque por moedas consolidadas
A verdade é que os riscos não estão apenas na volatilidade. Aplicar em um ativo só porque é uma criptomoeda não é nem de longe uma boa ideia. Para ilustrar, temos um caso que aconteceu em 2021: a criptomoeda Squid, inspirada na série da Netflix, Round 6, valia US$2,8 mil e passou a valer 0 em minutos.
Isso não aconteceu por causa de nenhuma oscilação do mercado. Na verdade, seus fundadores fugiram com o dinheiro dos investidores, cerca de 13 milhões de dólares. Sendo assim, para diminuir os riscos, busque por moedas que já estão no mercado e possuem histórico e materiais informativos, como no caso do Bitcoin e Ethereum.
Conheça a corretora
Por fim, quando se trata de exchange, é preciso atentar para um conceito comum do mercado: not your keys, not your coins, ou seja, as chaves não são suas, as moedas também não são.
Por padrão, as criptomoedas fazem parte de um sistema descentralizado, não há um órgão oficial fiscalizando as atividades. Se a corretora perde os ativos de um de seus clientes, não há como recuperar essa perda.
Além disso, quando uma exchange tem a custódia de suas moedas, a posse é dela. Logo, se a corretora sofre qualquer ataque ou você perder a senha, não há como ter acesso ao seu investimento.
Por isso, a nossa dica final é: conheça bem a instituição escolhida, pesquise o que outros clientes falam, veja a reputação dela no Reclame Aqui, procure por notícias etc. Ter informação será a melhor maneira de assegurar o seu investimento.
Quais são as principais criptomoedas?
Apesar do número alto de criptomoedas, nem todas têm a mesma função. Algumas podem ser usadas para transações, enquanto outras são para operações financeiras específicas, como validação de contratos. Neste tópico, separamos três.
Bitcoin
Foi a primeira criptomoeda e é a mais conhecida. Surgiu em 2008 e foi criada por Satoshi Nakamoto. Suas principais características são:
- Serve para transferências de valor;
- Não precisa de intermediários;
- Transparente e auditável;
- Sem possibilidade de falsificação.
Ethereum
Essa é bem mais recente, criada em 2015. Na verdade, não é uma moeda, mas um sistema que utiliza a tecnologia blockchain para enviar e receber informações guardadas em blocos. Suas características são:
- É a mais popular depois do Bitcoin;
- Gera contratos inteligentes;
- O tempo de mineração é de poucos segundos.
Litecoin
O Litecoin surgiu em 2011 e é uma espécie de Bitcoin melhorado. Foi criado por um ex-funcionário do Google. Entre as suas principais qualidades estão:
- É a sexta maior criptomoeda;
- Tem menos taxas de transação;
- Opera mais transações por segundo do que o Bitcoin.
Hoje você pôde saber como investir em criptomoedas de forma segura. Reforçamos que é muito importante conhecer o seu perfil de investidor, além de pesquisar bastante sobre o mercado de criptomoedas e corretoras.
Gostou do nosso post? Quer continuar aprendendo sobre esse assunto? Então, acesse o nosso texto que detalha o que são criptomoedas!
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