Adquirir a casa própria ou investir em um novo patrimônio imobiliário é um projeto que exige preparação. Muitas vezes, o desejo de realizar essa conquista esbarra na dúvida sobre por onde iniciar o planejamento: quanto é necessário poupar, quais impostos e tarifas considerar ou qual modalidade de crédito se adequa melhor ao orçamento familiar.
Para atingir esse objetivo com segurança, saber como se organizar para comprar um imóvel é fundamental. Neste artigo, apresentamos um roteiro detalhado para estruturar suas finanças, avaliar a documentação necessária e escolher o caminho financeiro ideal para sua realidade.
O que avaliar antes de começar a procurar um imóvel?
Antes de visitar estandes de vendas ou pesquisar em portais imobiliários, é indispensável estabelecer algumas diretrizes fundamentais para o projeto. Esse alinhamento inicial evita desperdício de tempo e previne frustrações futuras.
Defina a finalidade do bem, se será para moradia própria ou investimento para locação, a localização de interesse e a faixa de preço condizente com suas contas. Avalie o tamanho ideal do imóvel e as necessidades de médio prazo, como a proximidade de escolas, transporte público ou comércio local. Estabelecer essas preferências ajuda a delimitar as buscas e a calcular o custo total da operação de forma mais assertiva.
Como se organizar financeiramente para comprar um imóvel?
A compra de um imóvel envolve valores expressivos e custos que vão além do valor de venda anunciado. Para organizar as finanças de forma equilibrada, siga estas etapas práticas:
Faça um diagnóstico das suas finanças
Registre detalhadamente todas as receitas líquidas e os gastos mensais do grupo familiar. Identifique para onde os recursos estão indo e mapeie quais despesas supérfluas podem ser eliminadas. Conhecer a fundo a saúde de suas finanças é indispensável para iniciar qualquer poupança.
Reduza dívidas e reorganize o orçamento
Quite pendências financeiras ativas com taxas de juros elevadas antes de assumir novos compromissos de longo prazo. Manter as contas limpas melhora sua capacidade de poupança e aumenta a probabilidade de aprovação de crédito em instituições financeiras.
Calcule o valor total que precisa ser acumulado para a compra ou para lances e despesas documentais. Com base na sua capacidade de poupança mensal atualizada, projete um prazo realista para atingir essa meta, sem comprometer a estabilidade do lar.
Preserve uma reserva para imprevistos
Não utilize todo o seu capital disponível na entrada ou no lance de uma negociação imobiliária. Mantenha uma reserva financeira líquida equivalente a pelo menos três a seis meses de despesas básicas, resguardando a família contra imprevistos profissionais ou de saúde.
Calcule os custos além do preço do imóvel
O preço do imóvel não é o único custo envolvido. O comprador deve arcar com o imposto de transferência municipal (ITBI), custos de registro em cartório, escritura ou emissão de contrato, taxas de avaliação do bem e despesas imediatas de mudança e reformas iniciais.
Pesquise e verifique a documentação
Ao selecionar uma propriedade, faça uma análise minuciosa de sua regularidade jurídica. Verifique a certidão de matrícula atualizada para confirmar a propriedade do vendedor, a ausência de ônus judiciais ou gravames e certifique-se de que não existem débitos de IPTU ou taxas condominiais em atraso.
Escolha a modalidade de aquisição
Compare cuidadosamente os caminhos disponíveis no mercado para viabilizar a compra, analisando o impacto de taxas de juros, custos de administração diluídos, necessidade de entrada e os prazos de liberação dos recursos.
Quanto é preciso guardar para comprar um imóvel?
Não existe um valor fixo ou percentual obrigatório universal para essa meta. O montante necessário depende do preço médio da propriedade desejada e do caminho financeiro selecionado pelo comprador.
Para quem opta por financiamento, o mercado costuma exigir uma entrada correspondente a pelo menos 20% do valor do bem, além de cerca de 4% a 5% do valor total destinados às taxas documentais de ITBI e cartório. Já no caso de consórcio imobiliário, não há exigência de entrada para aderir ao plano, mas o acúmulo de recursos é útil para a oferta de lances visando tentar a contemplação acelerada.
Financiamento ou consórcio: qual faz mais sentido?
A escolha entre as duas modalidades principais de crédito deve respeitar o cronograma familiar e o nível de urgência na mudança:
| Modalidade |
Pode fazer sentido para quem |
| Financiamento | Precisa do imóvel em curto prazo, possui valor para entrada e aceita arcar com juros e parcelas maiores. |
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| Consórcio | Pretende realizar uma aquisição planejada em médio ou longo prazo, quer evitar juros e prefere pagar taxas de serviço diluídas. |
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Como o consórcio imobiliário entra no planejamento?
O consórcio é uma opção estruturada para quem deseja planejar a compra imobiliária sem pressa imediata. Nessa modalidade, o comprador participa de um grupo acompanhado pela ABAC e regulado pelo Banco Central. As parcelas não possuem incidência de juros de financiamento, contando apenas com custos de prestação de serviços da administradora divididos ao longo do prazo do contrato.
A liberação da carta de crédito ocorre por meio de sorteios mensais ou pela oferta de lances livres e embutidos. As prestações são corrigidas anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mantendo o poder de compra. Outro ponto relevante é que você pode usar o saldo do FGTS para dar lances ou complementar o valor do crédito, desde que as condições do comprador e do imóvel atendam às regras vigentes. Como diferencial, nos planos administrados pela Rodobens, os consorciados contam com a vantagem de não haver fundo de reserva, otimizando o valor das parcelas mensais.
A Rodobens conta com mais de 75 anos de solidez e credibilidade no mercado brasileiro. Classificada com o rating de longo prazo AA+(bra) pela agência de risco Fitch Ratings, a instituição é amplamente reconhecida, provando que A Rodobens é a melhor administradora de consórcio do Brasil. Se você deseja programar sua aquisição, faça uma simulação de consórcio imobiliário e encontre a parcela ideal para o seu planejamento.
Perguntas frequentes sobre organização para comprar um imóvel
Quanto guardar por mês para comprar um imóvel?
O ideal é definir uma meta mensal baseada em sua sobra financeira real, sem estabelecer percentuais compulsórios. O valor acumulado mensalmente acelerará o prazo para a compra do bem.
É necessário ter entrada?
No financiamento imobiliário convencional, as instituições exigem em média de 20% a 30% do valor do imóvel como entrada. No consórcio de imóveis, não há exigência de entrada obrigatória para contratar o plano.
Quais custos existem além do valor do imóvel?
O comprador deve arcar com o imposto municipal (ITBI), custos de registro, emissão de certidões, taxas de avaliação do banco, além de despesas de transporte, condomínio e possíveis reparos imediatos no imóvel.
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