Faz sentido ter uma conta conjunta?

Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017
Atualizado em: 21/12/2023
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Quando casais, amigos ou parentes querem atingir objetivos em comum ou controlar as finanças juntos, podem abrir uma conta conjunta. Nunca tinha pensado nisso? Pois você definitivamente não está sozinho! Muita gente desconhece as características e os benefícios desse tipo de conta. Mas não se preocupe. Justamente para ajudar a tirar algumas dúvidas é que resolvemos preparar este post.

Aqui trazemos informações claras e práticas para que você tire suas próprias conclusões. Pronto para definir se faz ou não sentido ter uma conta conjunta para alcançar seus objetivos pessoais? Acompanhe!

Conceituando a conta conjunta

A conta conjunta é uma modalidade de depósito bancário em que mais de uma pessoa é responsável pelos valores guardados, sendo possível ter até 10 titulares. A abertura é feita da mesma forma que a de uma conta individual. Nesse caso, porém, os documentos de todos os titulares precisam ser apresentados.

Ao contrário do que muitos podem pensar, não são só os casais que podem abrir uma conta conjunta. Pais e filhos, companheiros, amigos, irmãos: desde que as pessoas sejam maiores de idade, qualquer grupinho está liberado!

Diferenciando os tipos existentes

As contas conjuntas podem se encaixar em 2 tipos: solidárias e não solidárias. Entenda melhor!

Solidárias

Nesse caso, os titulares têm liberdade para movimentar o saldo individualmente. Assim, cada um tem seu próprio cartão e pode sacar, fazer transferências, pagamentos e tudo mais que uma conta tradicional permite.

Não solidárias

Nas contas não solidárias, a movimentação só ocorre com a autorização de todos. Esse modelo não emite cartão e os saques são feitos por cheque ou na própria agência, com autorização escrita.

Analisando a possibilidade

Alguns casais preferem unificar seus saldos — especialmente aqueles que mantêm um planejamento financeiro bem definido. Os salários são transferidos das contas individuais para as conjuntas mensalmente e, a partir daí, as movimentações são feitas.

No entanto, para quem gosta de administrar seu dinheiro com mais liberdade, essa opção nem sempre é uma boa pedida. Afinal, já que ambos têm acesso à movimentação, pode acontecer de questionarem um ao outro sobre esse ou aquele gasto.

Além disso, vale ficar atento: se algum dos 2 estiver com o nome sujo (mesmo que seja o segundo titular), a conta fica com restrições para a emissão de cheques. E isso pode, obviamente, atrapalhar a obtenção de crédito no banco.

Usando a conta conjunta para investimentos

Você está se perguntando se vale a pena fazer uma conta conjunta para investir? Saiba: nesse caso, a avaliação deve ser ainda mais cuidadosa. Contas correntes não são boas formas de guardar dinheiro, pois não oferecem correção de juros e ainda descontam taxas. Já a poupança pede muita atenção ao orçamento doméstico, sendo preciso contar com o empenho de todos em depositar sua parte.

Por essas e outras, vale pensar 2 vezes antes de resolver usar a conta conjunta para guardar dinheiro para um projeto específico — como aquela viagem dos sonhos ou a festa do casamento. Anote aí: há outros meios bem mais efetivos para se organizar. E o consórcio de serviços é um deles!

Para um casal ou uma família que está juntando dinheiro para comprar o primeiro carro ou a casa própria, por exemplo, fica muito mais fácil dividir o valor da mensalidade, honrando o compromisso em parcelas, que depositar o dinheiro em uma conta e tentar não movimentá-la até levantar todo o saldo necessário.

Declarando a conta conjunta no Imposto de Renda

Quem declara Imposto de Renda precisa dar atenção a esse tipo de conta, já que o informe de rendimentos vem no nome do primeiro titular, mas vale para todos. No caso de casais em que um é isento, o saldo deve ser informado na declaração do outro. Se ambos declararem IR, então devem informar o saldo dividido da melhor forma possível. Lembrando que isso vale para qualquer outra situação semelhante, seja entre pais e filhos, companheiros ou amigos. É possível:

  • dividir o saldo em partes iguais e declarar cada qual o saldo que lhe cabe;
  • dividir conforme o valor real pertencente a cada um.

Agora que você já sabe como funciona uma conta conjunta, pode avaliar se ela é a melhor escolha para suas necessidades! Antes de pesar prós e contra, no entanto, que tal compartilhar este post em suas redes sociais e ajudar seus amigos que têm as mesmas dúvidas?

Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre o funcionamento de consórcio de serviço!

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