Financiamento vs. consórcio vs. empréstimo: confira as principais diferenças para decidir

Quarta-Feira, 24 de Julho de 2024
Atualizado em: 24/07/2024
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É comum que o consumidor tenha dúvidas na hora de escolher uma modalidade de crédito. Saber a diferença entre consórcio e financiamento ajuda a fazer escolhas inteligentes e alinhadas com as suas necessidades. Além deles, o empréstimo é outra alternativa que pode ser considerada, dependendo dos seus objetivos.

Mas, afinal, qual e como escolher? Para ajudá-lo, montamos este guia que reúne as principais informações sobre financiamento, consórcio e empréstimo. Continue a leitura para saber mais.

O que você precisa saber sobre financiamentos

Para escolher bem, o primeiro passo é entender no que exatamente consiste cada opção. E já adiantamos desde agora: ao contrário do que muita gente pode pensar, empréstimo e financiamento não são sinônimos.

O que é um financiamento?

Financiamento é uma operação financeira na qual uma instituição — geralmente um banco — empresta dinheiro para uma pessoa ou empresa para que ela adquira um determinado bem ou serviço, como um imóvel ou veículo.

O valor emprestado é pago de volta em parcelas, ao longo de um prazo determinado, com acréscimo de juros e taxas. Basicamente, financiar significa arcar com as despesas de uma operação para outra pessoa.

As instituições financeiras financiam as necessidades dos seus clientes em troca de pagamentos mensais. Portanto, o financiamento sempre está atrelado à compra de um bem com a ajuda de uma instituição financeira. Isso significa que o cliente não recebe o dinheiro em suas mãos para realizar a compra, todo o processo é intermediado pela própria instituição financeira.

O que pode ser financiado?

Praticamente tudo pode ser financiado. Entretanto, bancos, financeiras e demais instituições da área costumam limitar as opções, optando por financiar bens duráveis. Entre os mais comuns estão: imóveis, carros, motos, caminhões e veículos em geral.

Isso ocorre porque, no financiamento, o objeto comprado geralmente fica em garantia da operação. Desta forma, caso o cliente não cumpra com o pagamento das parcelas mensais, o banco pode executar a dívida e requerer a entrega do bem como pagamento da dívida.

Como se dá a garantia do financiamento?

No contrato, fica determinado que o bem está vinculado ao banco e não pode ser vendido ou negociado com terceiros até que a dívida esteja totalmente quitada.

Explicando melhor: se você compra uma casa financiada, não pode vendê-la até terminar de pagar as mensalidades. No próprio registro do imóvel consta que ele está servindo de garantia a uma operação financeira, o que impede cartórios e outros órgãos de fazer a transferência.

A mesma regra se aplica a carros e motos. Nos veículos financiados, é incluída uma observação no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CLRV) informando que existe uma alienação fiduciária — ou seja: o bem está garantindo uma operação de crédito e não pode ser negociado.

O que acontece se o cliente deixar de pagar o financiamento?

Quando o consumidor atrasa os pagamentos do financiamento, o banco dá início ao processo de cobrança, tentando negociar as parcelas em aberto. Como as dívidas dão prejuízo para as empresas, é mais interessante para a instituição que você conclua a operação normalmente, negociando e voltando a pagar em dia.

No entanto, quando isso não é possível, a dívida é executada judicialmente, tomando-se as medidas necessárias para que a justiça apreenda o bem e o devolva à instituição financiadora como forma de pagamento ou amortização da dívida.

O que é um avalista no financiamento?

Um avalista é um terceiro, uma pessoa que não vai pegar dinheiro emprestado nem financiar um bem, mas que compromete seu nome junto ao banco, afirmando que o tomador do crédito pagará direitinho. Em resumo, o avalista dá seu aval (daí vem o nome), dizendo: “pode emprestar que eu assumo a dívida junto”.

No caso de uma cobrança, o titular do crédito é o primeiro a ser procurado. Se mesmo assim ele não pagar, o avalista pode ser acionado para cumprir a obrigação. Além de ser negativado, ele também pode ter bens apreendidos para quitar a dívida.

Avalistas são aceitos como garantia de financiamentos?

Uma instituição financeira pode admitir avalistas como garantia de um financiamento para fortalecer a certeza de que a dívida será devidamente paga. Mas isso não substitui a garantia principal, sendo o próprio bem financiado.

Somado a isso, quando mais de uma pessoa participa da composição da renda para avaliar a capacidade máxima financiável, todas ficam ligadas ao financiamento como corresponsáveis. É o caso de cônjuges ou companheiros, por exemplo, que se juntam para comprar uma casa mais cara.

O que você precisa saber sobre empréstimos

O empréstimo tem algumas diferenças importantes com relação ao financiamento. Embora algumas pessoas confundam, esses contratos têm particularidades e finalidades bem específicas.

O que é um empréstimo?

O empréstimo é outra forma de tomar crédito. No entanto, diferente do financiamento, neste tipo de contrato não é necessária uma finalidade específica para o uso do dinheiro.

Como o banco não interfere na finalidade do empréstimo, o cliente pode destinar o dinheiro para o que quiser, sem qualquer vínculo a uma compra em particular.

Durante a conversa com algum representante da instituição, você pode ser questionado sobre o motivo do empréstimo. Isso normalmente acontece quando se trata de um valor mais alto.

Inclusive, alguns gerentes podem dar um certo apoio, como uma consultoria financeira pessoal, a fim de ajudar o cliente a decidir sobre o melhor valor a tomar emprestado ou sobre uma linha de crédito mais adequada.

Qual a diferença entre empréstimo e financiamento?

A principal diferença para o financiamento é que o empréstimo não precisa ter destinação específica. Por não existir um bem atrelado ao contrato, o banco fica sem garantia, por isso, as taxas de juros geralmente são mais altas.

Se você fizer uma pesquisa rápida, logo vai perceber que a linha de crédito com menores juros para pessoas físicas é o financiamento de imóvel. Depois vem o financiamento de veículo e, por último, o empréstimo. No fim das contas, quanto mais valiosa é a garantia, menores são os juros que o banco pode oferecer.

Dentro da categoria de empréstimos pessoais, existem diferentes modalidades, como, por exemplo, o crédito consignado, oferecido para aposentados, pensionistas e servidores públicos. Neste contrato, a parcela é descontada diretamente do contracheque do cliente e repassada ao banco. Por isso, sua taxa de juros é um pouco menor — mas ainda assim costuma ser superior à dos financiamentos.

Em todos os casos, só é possível comprometer uma parcela mensal de até 30% da renda do tomador. Dessa forma, quem recebe mil reais pode ter um empréstimo com parcela de até 300 reais. Só que isso varia de banco para banco, envolvendo ainda uma análise individual para avaliar os compromissos que o cliente já possui.

Qual a garantia do banco no empréstimo?

No caso dos empréstimos, não existe um imóvel ou veículo para ser dado em garantia. Assim, o banco conta apenas com opções como:

  • O compromisso do titular do empréstimo, representado pela assinatura do contrato;
  • O compromisso adicional de avalistas, caso seja exigido;
  • O convênio com a empresa ou instituição pagadora, no caso dos empréstimos consignados.

Para a instituição financeira o risco de inadimplência é bem maior em um empréstimo do que em um financiamento e é isso que faz com as taxas de juros sejam tão altas.

O que acontece no caso de inadimplência do empréstimo?

Se você deixar de pagar sua dívida no empréstimo, a cobrança começa amigável, com os primeiros avisos e contatos do banco para tentar resolver a situação. Cada instituição determina um prazo para enviar seu contrato aos cadastros de devedores (SPC e Serasa) e aos cartórios, para protesto. Legalmente, isso já pode ser feito a partir de 1 dia de atraso.

É claro que a preferência do banco é que você pague as parcelas atrasadas e siga normalmente até concluir o tempo máximo do empréstimo. Se isso não for possível, no entanto, ele vai calcular o saldo devedor e tentar entrar em um acordo, propondo o pagamento de uma entrada e um novo parcelamento.

Mas atenção: especialmente para o lado devedor, isso não é nada bom. Afinal, o saldo restante já possui juros e, quando as novas parcelas são calculadas, incidem ainda mais juros e taxas, aumentando a dívida. Depois de tudo isso, se o banco não consegue receber o valor atrasado ou acordar um novo parcelamento, ele pode:

  • Dar início ao processo de sinistro, se a dívida estiver coberta por seguro;
  • Vender a dívida para outra empresa, que se responsabiliza por fazer a cobrança e tentar receber o saldo devedor;
  • Tentar receber o valor judicialmente, iniciando um processo legal de recuperação do crédito.

No Brasil, não há previsão legal para que uma pessoa seja presa por dívidas, uma vez que ficar inadimplente não é crime. Porém, o devedor pode ser obrigado a dar qualquer bem em seu nome como pagamento.

O juiz pode determinar busca e apreensão de carros, motos ou imóveis em nome do inadimplente para saldar a dívida, mesmo que esse bem não esteja vinculado ao contrato.

O que você precisa saber consórcios

Entre as três opções, o consórcio é a que tem valores e taxas mais atraentes. Não é por acaso que essa modalidade faz tanto sucesso entre os consumidores. Conheça mais sobre ela!

O que é o consórcio?

Os consórcios são bem diferentes das outras modalidades de crédito. Imagine reunir um grupo de 30 amigos que queiram comprar um carro e combinar que, todo mês, cada membro dá mil reais.

Durante 30 meses, uma pessoa é sorteada por vez para ficar com o total (30 mil reais) e comprar seu carro. Se todos pagarem direitinho sua parte, ao final do período, cada um dos amigos terá conseguido comprar seu veículo!

É mais ou menos assim que funciona um consórcio, só que com algumas diferenças que o transformam em um negócio infinitamente mais simples e seguro do que um mero acordo entre amigos.

No consórcio existe a figura da administradora, empresa responsável por organizar o grupo, receber o dinheiro e investir os recursos para que ele rentabilizar e não percam valor em razão da inflação. Para exercer esse papel de intermediação, ela recebe uma taxa de administração.

Qual a diferença entre consórcio e financiamento?

Na verdade, o consórcio nem é considerado uma operação de crédito. Isso porque, no fim das contas, é você mesmo quem está juntando dinheiro para conquistar a compra de um bem.

Podemos dizer que o consórcio é uma forma de planejamento pessoal organizado para você comprar seu carro, sua casa ou um terreno, por exemplo. E as possibilidades não param por aí! Ainda é possível realizar outros sonhos com a ajuda do consórcio, como reformas, festas de aniversário, viagens e até procedimentos cirúrgicos!

Na adesão ao consórcio o que o cliente faz é usar o próprio dinheiro (e de outros consorciados) em vez de tomar emprestado o dinheiro do banco.

Qual a garantia do consórcio para a administradora?

No consórcio de imóveis e veículos, o bem também fica alienado à administradora até o fim do período de pagamento. A liberação só acontece depois de tudo finalizado.

Assim, se o consorciado é contemplado antes do prazo, ele recebe sua carta de crédito e adquire o bem, porém, se mantém comprometido a pagar o restante das parcelas para garantir que os outros consorciados também conquistem seu objetivo.

O recebimento do bem ou serviço é certo?

A idoneidade da administradora é a maior garantia para o recebimento da sua carta. Por isso, é importante se precaver. O que você precisa fazer, antes de mais nada, é consultar a relação de administradoras devidamente autorizadas a funcionar.

Saiba que o Banco Central é o responsável por regular e fiscalizar o mercado dos consórcios no país.

Além disso, faça uma pesquisa em sites de reclamação e órgãos de defesa do consumidor. O segredo está em escolher uma empresa sólida no mercado, que tenha boas referências do público.

Para fins de economia, vale a pena comparar as taxas cobradas entre as diferentes administradoras, pois algumas podem ter cobranças extras que acabam encarecendo as parcelas do consórcio.

O que acontece no caso de inadimplência no consórcio?

No consórcio, isso pode se dar em 2 cenários: antes ou após receber sua carta de crédito. Confira o que pode acontecer em cada caso!

Antes da contemplação

Se você deixa de quitar suas parcelas durante o período de pagamento, o consórcio não vai negativar seu nome, mas você só poderá receber o dinheiro efetivamente pago depois que o grupo for encerrado e todos os membros tiverem recebido suas cartas. Geralmente, o prazo dado pelas administradoras é de até 6 meses do fim do grupo para devolver os valores pagos.

Depois da contemplação

Se a inadimplência acontecer depois do recebimento da carta, você pode perder a conquista que tanto se esforçou para alcançar. Afinal, da mesma forma que os bancos, a administradora pode recorrer à justiça para reaver o objeto do consórcio e ajudar a quitar o saldo devedor, para não prejudicar os demais membros do grupo.

Como consórcio, empréstimo e financiamento se diferem?

Consórcio, empréstimo e financiamento são três modalidades que podem causar confusão, mas que são significativamente diferentes entre si. Entenda mais sobre essas diferenças.

Destinação

Enquanto no financiamento ou consórcio há um objetivo específico para o uso do dinheiro, o empréstimo pode ser usado para qualquer finalidade.

Garantia

O financiamento e o consórcio deixam o bem vinculado ao banco ou à administradora durante todo o período do contrato. Diferente do empréstimo que tem como garantia apenas o compromisso do tomador/cliente e de possíveis avalistas.

Taxas e juros

O empréstimo, geralmente têm percentuais de taxas e juros maiores que o financiamento. Os bancos podem cobrar taxas de cadastro, abertura de crédito, avaliação do bem e muitas outras.

O consórcio é a opção mais econômica, já que a administradora cobra uma pequena taxa de administração, usada para cobrir as despesas com a gestão dos recursos dos consorciados.

Além disso, assim como toda operação de crédito, empréstimos e financiamentos têm cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Já o consórcio, como não é um empréstimo, é isento desta obrigação tributária.

Análise cadastral

O banco só libera crédito se o interessado estiver com o nome limpo, sendo que qualquer restrição já fecha as portas. Enquanto isso, essa verificação no consórcio só é feita depois da contemplação. Desta forma, é possível contratar um consórcio estando com o nome negativado. Porém, até a contemplação você precisa regularizar o seu nome.

Saiba como escolher o melhor para você

O detalhe é que, no meio disso tudo está o fator mais importante: você! Separamos aqui algumas dicas para você saber qual direção tomar. Entenda como avaliar as opções e escolher aquela que atenda melhor a suas necessidades!

Comece fazendo simulações

O primeiro passo é pesquisar e pedir ao banco em que você tem conta algumas simulações de linha de crédito que pode usar. Da mesma forma, procure algumas administradoras de consórcio e simule cartas de crédito de valores e prazos semelhantes.

Considere a economia

O que for mais econômico deve ser o foco, uma vez que você sabe bem o quanto se esforça para ganhar seu dinheiro.

O consórcio costuma ser a opção mais econômica, porém, demanda planejamento. Para garantir um acesso mais rápido aos bens você pode oferecer lances.

Pense na mensalidade

Ao escolher uma opção, calcule quanto será a parcela mensal e como vai ficar seu salário sem aquele dinheiro. Isso dá para pagar suas contas? É importante garantir o pagamento em dia, pois, como você já viu, atrasar as contas sempre traz dor de cabeça. Se for preciso, adapte seu orçamento familiar e procure economizar, limitando gastos e mudando seus hábitos antes mesmo de começar.

Como você pode ver, existem diferenças importantes entre consórcio, financiamento e empréstimo. Antes de escolher, avalie suas necessidades, o orçamento e a destinação dos recursos.

Tendo clareza com relação ao que você busca e as opções disponíveis no mercado fica mais fácil acertar na escolha.

Agora que você já sabe a diferença entre consórcio e financiamento, que tal aproveitar para conhecer o consórcio da Rodobens?

Quer saber mais? Então, entre em nosso site e faça uma simulação agora mesmo!

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