Inadimplência: o que é e como não ficar com o nome sujo?
A inadimplência é um problema recorrente nos lares brasileiros. No entanto, pode gerar graves consequências financeiras, que vão além do endividamento, como o comprometimento do crédito no mercado.
A boa notícia é que existem maneiras de conseguir controlar suas contas e evitar entrar nessa situação. Para quem já está inadimplente, existem também soluções para sair desse problema.
Neste artigo, preparamos algumas das principais dicas do que fazer para sair da inadimplência e não ter restrição de crédito!
O que é inadimplência?
A inadimplência se configura como o não pagamento de um débito ou obrigação financeira. Em um significado mais formal, dizemos que é quando alguém não honra seus compromissos financeiros. Contudo, é preciso ter cuidado com essa definição, pois é muito fácil confundi-la com endividamento — eles não são a mesma coisa!
A principal diferença está no fato de que quando se tem uma dívida, você não deixa de pagá-la. Por exemplo, é possível ter um débito e parcelá-lo, logo, ainda terá uma dívida, mas continuará honrado com o seu pagamento, mesmo que aos poucos. A inadimplência é nunca pagar as parcelas.
Cerca de 72 milhões de brasileiros estavam endividados no início de 2024, conforme dados do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil. Esse número representa mais de 30% da população em situação de inadimplência e endividamento.
Um levantamento feito pela Opinion Box com a Serasa, intitulado Perfil e Comportamento do Endividamento Brasileiro, revelou que o acúmulo de dívidas afeta consideravelmente o bem-estar dos brasileiros, uma vez que:
- 83% dos endividados não conseguem dormir bem por se preocupar com as dívidas
- 74% apresentam dificuldade para se concentrar nas tarefas diárias
- 53% sentem tristeza e medo do futuro por conta das dívidas
- 61% já tiveram crises de ansiedade ao pensar nas dívidas
Como a inadimplência afeta a vida dos brasileiros?
É difícil encontrar um padrão só, quando o assunto é inadimplência. Até porque, por estar relacionada às finanças, é uma situação que tem muitas origens. Desde o desemprego até mesmo dívidas que são maiores do que o consumidor pode arcar. No entanto, é nítido que ela causa um grande impacto na vida das pessoas.
Apresentaremos algumas consequências principais da inadimplência. Vamos entendê-las a seguir!
Queda no score
O score é um sistema de pontuação utilizado pelas instituições de proteção ao crédito, como SPC e SERASA, para mensurar o bom comportamento do consumidor. Quanto maior estiver, mais significa que o comprador paga as suas despesas em dia.
Quando um consumidor está inadimplente, é um sinal de que algo está errado com a forma como lida com as finanças. Portanto, é comum que ocorra uma redução da pontuação.
Restrição de crédito
A inadimplência e, consequentemente, o nome negativado, também causa outro problema para o consumidor que é a restrição ao crédito. Empréstimos, financiamentos e serviços relacionados se tornam menos acessíveis, justamente porque as credoras associam a inadimplência com o consumidor ser uma pessoa que não honra com seus pagamentos.
Endividamento
Essa provavelmente é a principal consequência da inadimplência. Afinal, para existir é preciso que o consumidor não cumpra algum compromisso financeiro. Geralmente, o resultado é uma dívida, que pode se tornar um problema de longo prazo e até adquirir valores exorbitantes devido aos juros.
Como evitar que seu nome fique sujo?
Como mencionado, a boa notícia sobre estar inadimplente é que é uma situação que tem solução. No entanto, o consumidor deve estar disposto a mudar o seu comportamento e aplicar um pouco de educação financeira. A seguir, confira as principais dicas para ajudar nesse processo!
Evite realizar pagamento com atraso
Em geral, a inadimplência já é definida assim que há um atraso no pagamento. Contudo, é difícil colocar um prazo padrão, pois depende do estabelecimento, uma vez que existem lugares nos quais o atraso é de um dia, outros, começam a contar a partir de cinco dias.
Sendo assim, a melhor forma de evitar entrar nessa situação é pagar as suas contas em dia. Com esse objetivo, procure planejar as finanças com um calendário para acompanhar seus débitos.
Faça um planejamento financeiro
Controle é a palavra-chave para o planejamento financeiro, a ideia inicial é que você tenha uma noção de seu comportamento quando o assunto é dinheiro. Faça um levantamento de suas receitas e depois de seus débitos fixos e variáveis.
Essas serão informações fundamentais para começar o planejamento. O objetivo é que você entenda o quanto gasta e o que precisa cortar para corrigir as suas finanças. Torne esse registro um hábito e o utilize para começar a planejar seus próximos passos.
Tenha uma reserva financeira
Outro passo importante para evitar a inadimplência é ter o hábito de manter uma reserva financeira. Esse recurso é essencial para lidar com imprevistos e emergências, além de ajudar a não comprometer um valor que poderia te impossibilitar de lidar com suas despesas.
Nesse sentido, comece guardando uma porcentagem baixa do seu orçamento, pode ser entre 10% e 15%. Procure colocar esse valor em algum investimento, de preferência com alta liquidez para ser fácil o seu acesso.
Quite suas dívidas antigas
Não é possível sair da situação de inadimplência se você não lidar com suas dívidas, principalmente, aquelas mais antigas. Se o maior problema é que elas estão muito altas, aconselhamos que procure renegociá-las para conseguir descontos nos juros e prazos mais interessantes. O importante é buscar formas de quitá-las o mais rápido possível, assim você resolve a sua situação financeira e evita ficar inadimplente.
A inadimplência é um fenômeno que pode atingir qualquer tipo de comprador. Às vezes, deixar uma conta vencer por um dia já coloca o consumidor na categoria de inadimplentes. Por isso, é importante investir no controle de suas contas e equilibrar o que você recebe com o que gasta.
Uma boa dica é investir em conhecimento financeiro para melhorar sua relação com seu orçamento, evitar a inadimplência e investir nas suas conquistas pessoais. Com isso, é possível criar hábitos saudáveis e prevenir complicações nas finanças.
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