Placa mercosul: confira todos os detalhes
Em vigor desde 31 de janeiro de 2020, o novo modelo de placas de identificação veicular (PIV), também conhecido como placa Mercosul, ainda não é obrigatório para todos os veículos. Em princípio, com exceção de carros ou de motos no primeiro emplacamento e alguns outros casos, os demais poderão permanecer com a placa cinza até o final de sua vida útil. O objetivo da mudança foi padronizar a identificação dos veículos que circulam nos países que fazem parte do Mercosul. Com isso, no futuro, as placas poderão integrar um banco de dados com abrangência em toda a região do bloco econômico, contribuindo para reduzir furtos, roubos e contrabando.
Quer saber mais sobre a nova placa e quem realmente precisa fazer a troca? Então, continue a leitura de nosso post!
Entenda melhor o que é a placa Mercosul
A nova padronização das placas vale para os veículos que circulam na região do Mercosul, ou seja:
- nos países-membros, que são Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
- nos associados, ou seja, Bolívia, Chile, Colômbia, Guiana, Equador, Peru, Suriname e Venezuela.
No Brasil, sua vigência foi adiada por seis vezes, mas, em julho de 2019, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) editou a Resolução n.º 780/2019, que estabeleceu como prazo o dia 31 de janeiro de 2020.
Desde então, todos os veículos novos estão sendo emplacados seguindo o mesmo padrão também utilizado nos demais países do Mercosul. Além do primeiro emplacamento, a troca da placa antiga é obrigatória nos seguintes casos:
- se o veículo for transferido de cidade ou de estado;
- se houver mudança de categoria (como um táxi que passe a ser usado como veículo de passeio);
- caso a placa antiga esteja danificada ou ilegível e não seja aprovada em vistoria;
- em situações de roubo, furto ou extravio da placa antiga.
Além dessas situações, a troca também pode ser feita espontaneamente, caso o proprietário do veículo assim o deseje. Mas, se não se enquadrar em nenhuma das circunstâncias listadas, a mudança não é obrigatória.
Confira o que mudou na nova placa
Com as mesmas dimensões das atuais (40 cm x 13 cm), as principais mudanças das novas placas são a introdução de códigos alfanuméricos (com quatro letras e três números, o que permite mais combinações) e cores de acordo com a categoria do veículo.
Além disso, elas têm o emblema do Mercosul e uma tarja com o nome e a bandeira do país de origem. A cidade e o estado não aparecem no novo padrão, e um QR Code passa a substituir o atual lacre, contendo número de série e dados do fabricante, o que reduz o risco de clonagem.
Código alfanumérico
O novo código, composto por sete caracteres alfanuméricos, permite cerca de 450 milhões de alternativas — contra as 175 milhões de variações dos modelos antigos. A estampagem é em alto-relevo, seguindo a sequência LLLNLNN (sendo L uma letra e N um número). Não há espaçamento, e a combinação é aleatória, com controle do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
No caso de veículos já emplacados, se a mudança for necessária, o segundo número da placa atual é convertido em letra, de forma a ficar de acordo com o padrão LLLNLNN. Já para as motocicletas, o padrão é LLL NN LN.
O algarismo será substituído por uma letra de acordo com a seguinte regra:
- 0: A
- 1: B
- 2: C
- 3: D
- 4: E
- 5: F
- 6: G
- 7: H
- 8: I
- 9: J
Vale destacar que o número zero contém um traço, para facilitar a diferenciação da letra O.
Cores de acordo com a categoria
O fundo da placa com o novo padrão é branco, e o que diferencia a categoria do veículo é a cor das letras e dos números. Confira:
- preto: para carros particulares;
- vermelho: veículos comerciais, táxis e autoescolas;
- dourado: veículos diplomáticos ou consulares;
- prateados: modelos de colecionadores;
- azul: carros oficiais;
- verde: veículos especiais, usados para testes, por fabricantes de veículos ou de suas peças.
Descubra quanto custa a nova placa Mercosul
Com a mudança do padrão, o mais indicado é que a pessoa interessada (ou obrigada por lei) a utilizar a placa Mercosul pesquise o valor junto aos fornecedores credenciados pelo Detran do local onde o veículo está licenciado.
No caso de não haver empresa autorizada no município, é possível realizar o emplacamento de maneira móvel (ou itinerante). Mesmo assim, o levantamento de preços é importante.
De qualquer forma, na maior parte do país, o novo padrão tornou o emplacamento mais econômico. A razão disso é que o sistema não exige o lacre da placa traseira, até então obrigatório, que era cobrado.
Apenas a título de exemplo, no Rio de Janeiro, que foi o primeiro estado brasileiro a adotar o novo padrão, a placa Mercosul passou a custar R$193,84 para automóveis e R$64,61 para motocicletas (contra R$219,35 e R$90,12, que custavam, respectivamente, as placas cinza).
Já em São Paulo, o preço (sugerido pelo Detran) do par de placas para carros, ônibus e caminhões passou a ser de R$138,24. A placa avulsa (ou para motos) custa R$114,86.
No entanto, em muitos estados não houve sugestão de preço por parte do órgão de trânsito. No Amapá, por exemplo, o valor chega a ser demasiadamente alto (em média, R$500). Assim, caso opte pela troca, compre um novo veículo que demande emplacamento ou precise substituir a placa cinza, vale a pena pesquisar muito.
Além disso, ao comprar um novo veículo, lembre-se de incluir o valor do emplacamento em seu orçamento e avaliação de preços.
Fique de olho em alguns pontos que exigem atenção
Além da pesquisa de preços junto aos fornecedores credenciados, vale a pena ter atenção a alguns detalhes. Você sabia, por exemplo, que embora as combinações do código alfanumérico sejam aleatórias, no caso de primeiro emplacamento, é possível escolher letras e números?
Porém, ainda que isso possa ser usado em combinações criativas, tenha cuidado na escolha! Afinal, algumas junções acabam se tornando vexatórias e motivo de constrangimento. De acordo com o Denatran, códigos que indiquem duplo sentido serão utilizados, preferencialmente, em veículos destinados ao transporte público.
Um ponto que merece destaque é que, mesmo nos casos em que não há obrigatoriedade de troca, o novo padrão permite maior segurança. Isso em função do QR Code, que impede a clonagem da placa do veículo, e pela possibilidade de um banco de dados em toda a região do Mercosul, inviabilizando ações criminosas de contrabando. Essa combinação garante maior segurança nas viagens.
Para veículos que circulam entre os vários países, como caminhões, a placa Mercosul também é muito importante, facilitando o trânsito na região e contribuindo igualmente para o aumento da segurança.
Quer saber mais sobre transporte de cargas e custo de fretes? Então, continue a visita em nossa página e confira a política de preços da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)!
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