Como implementar uma cultura data driven na sua empresa?
Com o avanço da transformação digital, as empresas que investem em tecnologia e sabem como aproveitar os dados já estão um passo à frente. Isso abrange a tomada de decisão, resolução de problemas, satisfação das equipes e eficiência operacional. Nesse contexto, a cultura data driven vem ganhando cada vez mais força.
Apesar dessa tendência, muitas empresas ainda estão começando nessa jornada. Com a chegada do 5G e a conectividade em expansão, é fundamental se adaptar para transformar os dados em insights rápidos, capazes de fortalecer as estratégias e melhorar resultados.
Neste artigo, vamos explorar como a cultura data driven pode ser uma grande aliada para deixar sua empresa ainda mais competitiva.
Afinal, o que é data driven?
Data driven significa, literalmente, ** “orientado por dados” **. Ser data driven significa adotar uma abordagem de gestão que transforma dados em informações essenciais pra tomada de decisões.
Mesmo com todo o avanço tecnológico, muitas empresas ainda não conseguem aproveitar o potencial dos dados que geram diariamente. O relatório 100 Data and Analytics Predictions Through 2028, da consultoria Gartner, confirma esse cenário.
Segundo o documento, de 2021 a 2024, mais de 90% dos dados armazenados historicamente foram gerados. São milhões de terabytes em constante crescimento, mas nem todas essas informações se transformam em inteligência prática ou em valor estratégico para as organizações.
Como a cultura data driven funciona?
Para entender como a cultura orientada por dados opera, é essencial conhecer quatro conceitos fundamentais que sustentam essa dinâmica dentro das empresas. Confira a seguir!
Dados estruturados
Os dados estruturados são aqueles que, ao serem coletados, seguem um formato pré-definido, facilitando sua organização e utilização.
Um bom exemplo são os bancos de dados de cadastros, como listas de participantes de um curso online. Cada campo preenchido — como nome, idade, ou e-mail — é alocado em categorias específicas, permitindo que sistemas e algoritmos interpretem e analisem esses dados de forma rápida e eficiente.
Dados não estruturados
Já os dados não estruturados são aqueles armazenados sem uma organização rígida, como textos, imagens, vídeos e áudios que circulam em diversos formatos e tamanhos.
Embora sejam extremamente valiosos, eles demandam mais esforço e recursos de programação para serem processados e analisados de maneira estratégica. Um exemplo são as interações de clientes nas redes sociais, que precisam ser filtradas e processadas para gerar informações relevantes.
Right data
Quando falamos em right data, nos referimos aos dados certos, ou seja, aqueles que realmente importam pro negócio e sua estratégia.
Nem todo dado disponível é relevante, então identificar e priorizar as informações que impactam diretamente nas decisões empresariais é um passo crucial para o sucesso de uma cultura data driven.
Big data
O big data se refere ao grande volume de dados brutos gerados e armazenados pela empresa. Esse volume inclui registros de transações, gravações de áudio, interações em redes sociais e feedbacks dos clientes, por exemplo.
A grande vantagem do big data é a capacidade de processar essas informações em grande escala para extrair informações relevantes, permitindo uma visão mais ampla e detalhada do negócio, das suas atividades e dos seus clientes.
Quais os principais desafios e oportunidades em adotá-la?
A cultura data driven traz desafios importantes. Um dos maiores é a resistência à mudança, já que passar a tomar decisões com base em dados exige uma transformação na forma como as coisas funcionam dentro da empresa. Muitas vezes, a intuição e a experiência ainda são mais valorizadas do que os dados.
Outro ponto a considerar é o investimento em tecnologia. Sem as ferramentas adequadas, fica difícil extrair o valor necessário dos dados. E mesmo que isso possa parecer caro no começo, é um investimento que tende a trazer bons resultados a longo prazo.
Para superar esses obstáculos, é fundamental priorizar investimentos em:
- softwares para análise e visualização de dados, facilitando a interpretação e o uso das informações;
- ferramentas de processamento que ajudam a organizar e filtrar os dados com eficiência;
- plataformas de armazenamento, como serviços em nuvem, que garantem a segurança e o acesso fácil aos dados.
Por outro lado, ao adotar essa cultura, as empresas abrem um leque de novas oportunidades, tornando o negócio mais competitivo e ágil no mercado. Entre as vantagens de uma abordagem data driven, podemos destacar:
- maior agilidade na tomada de decisão, com base em dados reais e atuais;
- melhoria no fluxo de caixa, alinhando as decisões financeiras com as necessidades da empresa;
- planejamento estratégico com foco em metas e resultados concretos;
- produtos e serviços mais alinhados com as expectativas dos clientes;
- capacidade de adaptação rápida às mudanças do mercado.
Como preparar equipe para adotar abordagem orientada a dados?
Para implementar uma cultura data driven de forma eficaz, é essencial preparar sua equipe, capacitando cada membro a utilizar dados como base para as decisões. A seguir, destacamos os principais passos para ajudar nesse processo.
Incorporar dados em cada decisão
Capacite sua equipe no uso de dados e inteligência artificial, se ainda não fez isso. Além disso, reavalie processos e funções de todos os colaboradores. A próxima etapa é compartilhar sua visão de uma organização orientada por dados.
Processar dados, em tempo real
Adote uma arquitetura de dados comprovada, que ofereça flexibilidade e escalabilidade. Depois, migre para uma plataforma de dados na nuvem, capaz de atender futuras demandas de análises e processamento em tempo real.
Armazenar dados prontos para uso
Modernize sua arquitetura de dados começando pela identificação dos conjuntos mais relevantes. Crie uma taxonomia clara para esses dados e utilize ontologias flexíveis para mapear conexões. Atualize também os simuladores de dados existentes.
Expandir informações para gerar valor
Converse com os líderes de cada área para encontrar oportunidades de gerar valor com os dados. Em seguida, defina prioridades baseadas em métricas que incluam saúde organizacional, talento, cultura e qualidade dos dados.
Alinhar o ecossistema de dados
Entenda os diferentes tipos de ecossistemas de dados e suas melhores práticas. Escolha os mais adequados à sua organização e implemente ferramentas e protocolos que facilitem o compartilhamento de dados de forma eficiente.
Automatizar e gerenciar dados
Pense em implementar uma estrutura de ética de dados para identificar e avaliar as possíveis implicações éticas e regulatórias relacionadas ao uso de dados e análises, especialmente no que diz respeito a informações de consumidores.
Também considere utilizar ferramentas em nuvem para armazenar, gerenciar e proteger dados essenciais. Desenvolva um plano para migrar gradualmente para novos recursos de provisionamento automático e resiliência conforme eles evoluem. Adote uma abordagem contínua e constante para criar, rever e atualizar protocolos de governança e controle, visando aproveitar as futuras oportunidades de automação.
Estabelecer na sua empresa uma cultura data driven é um processo gradual, mas com um impacto significativo no futuro competitivo do negócio. Quem começar a agir agora estará à frente, aproveitando todas as vantagens que essa cultura oferece.
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