Tipos de parcelas de consórcio: entenda todas elas
O consórcio é uma das formas mais acessíveis e planejadas de adquirir um bem ou serviço sem precisar pagar juros ou dar uma entrada inicial. Além de ser uma opção econômica, ele permite que você se organize financeiramente enquanto se prepara para a contemplação.
No entanto, para aproveitar ao máximo essa modalidade, é essencial entender como funcionam as parcelas de consórcio. Cada tipo de parcela tem um impacto direto no seu orçamento e no andamento do grupo, influenciando prazos, valores e até mesmo suas chances de contemplação.
Neste artigo, vamos explicar todos os tipos de parcelas para que você tenha mais clareza na sua jornada pelo consórcio ideal.
Quais os diferentes tipos de parcelas de consórcio?
No consórcio, as parcelas podem ser estruturadas de diferentes maneiras, impactando de forma direta no valor pago mensalmente e na previsibilidade financeira. Vamos falar aqui dos três principais tipos de parcela. Entenda!
Parcela fixa ou integral
As parcelas fixas (também chamadas de integrais) mantêm um valor razoavelmente constante ao longo do tempo. Esse modelo traz previsibilidade ao consorciado, pois facilita o planejamento financeiro sem alterações bruscas nos valores das mensalidades.
No entanto, o fato de serem fixas não quer dizer que não vão sofrer pequenos reajustes, ok? Quando há uma alteração no valor da carta de crédito, as parcelas ainda não pagas podem ser ajustadas proporcionalmente. Esse ajuste pode ocorrer devido a atualizações de valor do bem.
Para veículos, podem ocorrer ajustes conforme a tabela do fabricante ou pela tabela IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), de acordo com o que foi registrado no contrato. No caso de imóveis, pode haver alterações conforme tabela do INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).
Por isso, é sempre importante verificar o que está no contrato. O cálculo das parcelas fixas é feito considerando o valor total do bem desejado e o prazo de pagamento acordado.
Em um cenário em que o consorciado deseja adquirir um bem avaliado em R$ 15.000,00 e opta por um plano de 24 meses, a parcela mensal seria calculada dividindo esse valor pelo número de meses, além de incluir as taxas correspondentes (prefixados quando for feita a contratação). Lembrando que, no consórcio, não há valor de entrada.
Parcela reduzida
Nesse modelo de parcela variável, o contrato permite que o consorciado pague uma parcela menor no início do contrato antes da contemplação. Essa opção pode ser interessante para quem deseja entrar no consórcio com um comprometimento financeiro menor no início.
Aqui, o consorciado pode pagar 30% a menos do que seria a parcela integral até que seja contemplado. Após a contemplação, o valor é reajustado para quitar o consórcio.
Imagine um consórcio de carro no valor de R$ 50.000 com duração de 50 meses. A parcela integral, sem considerar taxas, seria de R$ 1.000 mensais. Se o consorciado optar pela parcela reduzida de 30%, ele pagará R$ 700 por mês até ser contemplado.
Após a contemplação, o valor das parcelas poderá ser reajustado para cobrir o saldo devedor dentro do prazo restante, podendo subir para aproximadamente R$ 1.250, dependendo do tempo restante para a quitação do consórcio.
Como escolher a melhor opção para cada perfil financeiro?
O consórcio em si já é uma opção de crédito mais barata que empréstimos e financiamentos. E saber disso é especialmente importante em um cenário em que “o percentual de famílias endividadas no Brasil subiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 78,8% em maio” de 2024, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor — e permanece alto em 2025.
Assim, saber escolher o tipo de parcela ideal pode facilitar ainda mais sua organização financeira, sem comprometer significativamente seu orçamento mensal. Veja qual modalidade pode se encaixar melhor no seu perfil!
Para quem busca previsibilidade e estabilidade no orçamento
A parcela tradicional do modelo integral, com valores atualizados conforme o bem, é uma boa escolha para quem deseja evitar grandes variações no pagamento e manter o controle financeiro mais rígido.
Digamos que seus rendimentos ou salário aumente ao longo da vigência do contrato do consórcio. Então, com as parcelas razoavelmente fixas, elas representarão uma parcela cada vez menor do seu orçamento.
Para quem precisa de um alívio financeiro no início do consórcio
A parcela reduzida é ideal, pois permite pagamentos menores até a contemplação, facilitando a organização financeira antes da aquisição do bem.
Por exemplo, se você estiver pagando aluguel enquanto ainda espera a contemplação da casa própria, você pode pagar menos, evitando acumular duas contas muito onerosas. Após a contemplação, você pode se livrar do aluguel e ir para a casa nova. Será somente então que as parcelas do consórcio aumentarão.
Seja com parcelas fixas para quem busca previsibilidade ou reduzidas para quem precisa de mais flexibilidade no início, cada modelo tem vantagens específicas. A chave para uma experiência tranquila e eficiente com o consórcio é planejar bem, avaliar sua capacidade de pagamento e acompanhar os reajustes do contrato.
Se você deseja saber mais sobre como calcular os valores e escolher a melhor opção, confira nosso post "Quanto fica a parcela de um consórcio de 100 mil?"
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