Desemprego no brasil tem maior queda entre os países do g20!
Em 2022, a taxa de desemprego teve queda pela 8.º vez consecutiva, com 8,3%, segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse desempenho é resultado do aquecimento da economia brasileira, apontando ótimas perspectivas para o futuro.
Contudo, quais são os desafios a se enfrentar nos próximos meses? Será que o cenário continuará favorável para 2023? É o que detalharemos neste post. Nele, explicaremos as projeções atuais, seu incrível desempenho em comparação com os países do G20, impactos da pandemia e por que o empreendedorismo continua sendo uma tendência crescente nessa década. Acompanhe!
Cenário de desemprego no brasil
No último trimestre de 2022, por volta de 22 estados tiveram redução no índice de desemprego.
Esses dados foram levantados pelo IBGE e por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que evidenciou uma desocupação nacional de 11,1% para 9,3%. Já nos outros cinco estados restantes, houve estabilidade.
Comparação entre os países do g20
No ranking dos países do G20, o Brasil está em primeiro lugar em redução da taxa de desocupação. Observou-se que, em agosto de 2022, o índice de desempregados caiu de 13,1%, para 8,9%, o que equivale a um decréscimo de 4,2 pontos percentuais, mostrando resiliência das atividades econômicas.
No que diz respeito à queda, o Brasil foi o que teve o maior recuo em termos de percentuais. Isso se deve ao fato da volatilidade do emprego no país, bem como ao avanço da vacinação contra a COVID-19, que proporcionou um incremento na economia — sobretudo no setor de serviços.
Porém, ao compararmos os países com maior índice de desocupação, o nosso país está entre eles, ou seja: o número de desempregados no Brasil ainda se encontra entre os mais expressivos no grupo de participantes do G20.
O declínio nas taxas de desemprego não é um fenômeno exclusivo do Brasil, sendo um reflexo da retomada da pandemia, aliada às campanhas de vacinação que atingiram uma quantidade considerável da população adulta na segunda metade de 2021. Em decorrência disso, também houve a revitalização de atividades que dependem da circulação de pessoas e, consequentemente, maior abertura de postos de trabalho.
Impactos da pandemia
A crise global resultante da pandemia teve um efeito expressivo no mercado de trabalho mundial. Apesar de as taxas de desemprego terem se mostrado abaixo do que eram antes desse período, a previsão da inflação no Brasil subiu: de 5,31 para 5,36% nesse início do ano.
Além disso, um conjunto de experts da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Alterações Climáticas Globais (Rede CLIMA) analisou quais efeitos de longo prazo a pandemia poderia causar. A conclusão foi de que os efeitos econômicos poderiam estar presentes até 2050.
Porém, no geral, as projeções para o novo ano são positivas — no ano de 2022, a economia brasileira experimentou um leve crescimento, graças à abertura dos mercados, à redução dos números de contaminação e à imunização de grande parte da população. Isso evidencia que 2023 será um ano com boas oportunidades no mercado de trabalho, delimitado pelo "fim do coronavírus".
Esses parâmetros citados influenciam diretamente as famílias de baixa renda, ou seja, com até cinco salários mínimos. Nesse contexto, é fundamental dominar conceitos sobre educação financeira para aproveitar os dados positivos e se proteger das consequências negativas.
O que esperar para 2023
Ante os desafios pela frente, estão a conclusão total do incremento da taxa básica de juros (Selic) e a desaceleração da economia mundial, com diversos países elevando suas taxas para conter a inflação.
Aqui no Brasil, a Selic está em 13,75% anuais, um patamar que provavelmente permanecerá ao longo do primeiro semestre desse ano que se inicia — embora projeções do governo prevejam queda para 10,50% até o final de 2023.
Outra questão a se observar é que as projeções são para um crescimento modesto do país devido à desaceleração mundial, causada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, bem como pelas elevadas taxas de juros. De acordo com o mais recente informe "Focus", emitido pelo Banco Central do Brasil em 5 de dezembro, é previsto um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de somente 0,75%.
No entanto, o cenário da economia brasileira já se encontra em desaceleração que pode resultar em mais desemprego. Embora, conforme vimos, as taxas tenham diminuído em 2022, a previsão é que o nível de desemprego suba para até 10,2%.
Assim, seja você autônomo ou colaborador CLT, vale sempre a dica de se organizar e não gastar mais do que ganha, além de ter sua reserva de emergência e um seguro prestamista para lidar com imprevistos.
Para quem tem carteira assinada, vale saber que as novas tabelas do seguro-desemprego já foram divulgadas, com valores que vão de R$ 1.302 a R$ 2.230,97 — outra ajuda fundamental para lidar com a situação.
Número de pessoas investindo no próprio negócio
Desde o isolamento social provocado pelo coronavírus, o empreendedorismo no Brasil dispara, fazendo com que o registro no MEI (Microempreendedor individual) subisse 8,4% em 2020. De acordo com o Ministério da Economia, o país ultrapassou todos os seus recordes anteriores quando se trata de aberturas de novas empresas.
O ano de 2020 fechou com cerca de 20 milhões de negócios funcionando, o que equivale a um aumento de 6% quando comparado a 2019. Porém, vale ressaltar que, apesar da contribuição do contexto atual pós pandêmico, a tendência para empreendedorismo nos brasileiros não é de hoje.
Um artigo da USP (Universidade de São Paulo) sobre desemprego e empreendedorismo mostrou uma pesquisa de 2007 segundo a qual "a população brasileira é em média 87,61% mais empreendedora do que o grupo de países que participaram das edições da pesquisa [pesquisa GEM - Global Entrepreneurship Monitor] de 2001 a 2007".
Empreendedorismo digital
Para 2023, a projeção é de aquecimento — há bastante otimismo, principalmente pela sensação de vitória diante da pandemia, bem como o desbravamento de muitos empreendedores no mundo digital. Isso traz maior visibilidade ao negócio, além de melhor aproveitamento nas questões de publicidade devido às redes sociais.
Ficar atento às tendências do mercado e administração financeira com inteligência é crucial, especialmente nesse cenário pós pandemia. Em 2023, veremos um aumento nos temas tecnológicos, ecológicos, clubes, saúde e delivery.
Além disso, os infoprodutos vêm ganhando cada vez mais notoriedade, pois podem ser utilizados para passar informação em formato digital, como cursos online de:
- Aprendizado de idiomas;
- Uso de softwares, como Excel;
- Aprendizado de instrumentos musicais;
- Receitas.
Produzir vídeos tornou-se a principal ferramenta para o empreendedorismo em 2023. Afinal, criar um produto digital amplia os resultados de alcance, já que as possibilidades de vendas por meio da web são muito maiores que as de cursos presenciais.
Assim, o empreendedorismo digital é a força motriz por trás do desenvolvimento exponencial que temos visto recentemente para ganhar dinheiro, sendo que novas oportunidades de negócios sem fronteiras surgem a cada dia. Sem falar nos baixos custos de investimento e a flexibilidade deste modelo são atrativos incríveis para novos empreendedores, que têm se tornado cada vez mais jovens.
Já se você faz parte do grupo de jovens casais que buscam construir família e patrimônio, é fundamental se saber organizar financeiramente para construir uma base sólida e segurança para os membros atuais e futuros. Isso vai ajudar a ter mais estabilidade para aproveitar da melhor forma possível as tendências de empreendedorismo digital no país.
Como você pôde perceber, embora a taxa de desemprego suba um pouco para 2023, a previsão será ter mais versatilidade no mercado de trabalho, principalmente nos setores relacionados ao empreendedorismo digital. E, para aproveitar as vantagens dessas tendências, é preciso ter controle sobre suas finanças, não acha?
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