Como montar uma carteira de investimentos diversificada e eficiente?

Segunda-Feira, 23 de Dezembro de 2024
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Montar uma carteira de investimentos exige alguns cuidados para não concentrar excessivamente o patrimônio. Assim, podemos gerenciar riscos com mais eficiência, potencializando nosso resultado no mercado financeiro.

Com a diversificação, você distribui os recursos para que, caso uma aplicação não atinja os resultados desejados, o restante da carteira não seja afetado. Assim, terá condições de promover o crescimento mais constante do patrimônio, evitando grandes quedas e perdas ao longo do caminho.

Entenda como funciona uma carteira diversificada e quais são os passos para começar a investir com essa estratégia!

O que é uma carteira de investimentos?

A carteira de investimentos é o conjunto de aplicações financeiras realizadas com um mesmo patrimônio. São ativos, como ações, títulos e imóveis, que fazem parte dos investimentos de uma pessoa ou organização.

Para uma montagem diversificada, as aplicações financeiras devem pertencer a diferentes segmentos. Isso faz com que uma crise em um setor comprometa apenas uma pequena parte do patrimônio, mantendo o restante protegido.

Uma carteira de investimentos que, por exemplo, contém apenas fundos imobiliários pode sofrer em cenários de desaquecimento do setor. Além disso, com a concentração, todo o patrimônio seria afetado pelo momento ruim dos imóveis.

Por sua vez, um investidor que, além dos fundos imobiliários, investiu em outros setores verá a queda de uma parcela menor da carteira, sem comprometer o restante. Por exemplo, a queda no investimento imobiliário não afetará um investimento em ações do setor de petróleo e gás.

Essa baixa correlação entre os ativos caracteriza a estratégia de diversificação. Por sua vez, quando existe uma correlação inversa, temos o hedge (proteção dos riscos oferecidos pelas oscilações do mercado financeiro).

No hedge, inserimos ativos nos quais a desvalorização de um significa a valorização do outro. Por exemplo, uma proporção entre real e dólar em que a piora de uma moeda representa uma melhora da outra.

Como criar uma carteira eficiente?

A diversificação costuma ser realizada com entre 2 a 10 classes de ativos diferentes, como renda fixa, ações, consórcios, imóveis, câmbio e mercadorias. Essa é a quantidade viável para uma pessoa comum conhecer e acompanhar os diferentes setores em que investe.

Avalie o seu perfil de investidor

O perfil de investidor corresponde às suas características diante de riscos e variações dos ativos ao longo do tempo. Nessa classificação, as pessoas podem pertencer a 3 grupos:

  • conservador — carteira de investimentos com baixa tolerância a risco e foco em proteção do patrimônio;
  • moderado — meio-termo entre tolerância a riscos e proteção patrimonial;
  • arrojado — elevada tolerância a riscos em busca de uma rentabilidade mais expressiva.

Geralmente, as pessoas se tornam mais moderadas ou arrojadas com o passar do tempo, pois adquirem experiência para atuar em setores mais complexos. O perfil conservador prioriza ativos mais previsíveis, especialmente a renda fixa. Tais títulos funcionam com pagamento de juros pelos recursos emprestados a organizações.

Defina objetivos financeiros

Muitas vezes, ao ter clareza sobre o que desejamos, podemos evitar riscos desnecessários e direcionar mais adequadamente a carteira de investimentos. Por isso, as estratégias também precisam se pautar por objetivos.

Um exemplo é a utilização do consórcio para poupar recursos e comprar bens, como apartamentos, casas, carros e celulares. É uma solução de baixíssimo risco e alta geração de valor para atingir o resultado desejado.

Existem, nesse sentido, produtos diferentes para nossas metas, como aposentadoria, crescimento patrimonial e proteção contra a inflação.

Diversifique os ativos

Após refletir sobre os ativos adequados, é muito comum adotar a divisão percentual conforme o perfil de investidor:

  • conservador — 10% em renda variável e 90% em renda fixa;
  • moderado — 20% em renda fixa e 80% em renda variável;
  • arrojado — 20% em renda fixa e 80% em renda variável.

Com o passar do tempo, os percentuais podem ser flexibilizados. Isto é, eles funcionam como uma referência inicial, mas você não precisa sempre seguir essas proporções ao aplicar os recursos.

Na renda fixa, encontramos ativos com pagamentos previstos em contratos e títulos, tendo origem principalmente no setor de crédito. Por isso, são bastante influenciadas pelas taxas de juros definidas pelo Conselho Monetário Nacional, do Bacen. São exemplos:

  • certificados de depósito bancário (CDBs);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs);
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCIs);
  • Fundos de Crédito Privado;
  • Tesouro Direto (Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA+, Tesouro Selic).

Já a renda variável corresponde aos ativos em que não existe uma remuneração constante. Os ganhos dependem de resultados de negócios, projetos e operações financeiras:

  • ações;
  • moedas estrangeiras;
  • mercadorias básicas da economia (commodities);
  • Criptoativos.

Faça o rebalanceamento periódico

As carteiras de investimento devem ser modificadas para se adaptar às mudanças do cenário econômico. À medida que você for adquirindo experiência, também é importante fugir dos modelos de percentuais de renda fixa e variável, buscando uma abordagem mais ajustada ao seu objetivo.

Uma boa prática é agendar um horário semanal para ler sobre o mercado financeiro e decidir sobre ajustes na carteira. Outro cuidado é avaliar se realmente vale a pena investir os rendimentos nos mesmos setores ou se já é o momento de buscar outros ativos.

Sempre será importante buscar conhecimento sobre as opções do mercado para fazer o melhor ajuste na carteira. Além disso, podemos usar facilitadores para conquistar objetivos.

O consórcio, por exemplo, é um investimento simples em que você terá mais facilidade para atingir objetivos, como imóveis, bens e viagens.

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