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Descubra o que significa empréstimo com taxa pós-fixada

Sexta-Feira, 25 de Abril de 2025
Atualizado em: 03/07/2025
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O empréstimo com taxa pós-fixada é uma alternativa em que o custo do crédito varia conforme as condições da economia. Trocando em miúdos, os juros deixam de ser um percentual fixo pra oscilar de acordo com a taxa básica de juros, a inflação ou outro indicador financeiro.

Um segmento em que ocorre esse tipo de taxa é o da compra de imóveis. Por serem operações de longo prazo, pode ser difícil prever os riscos ao longo do tempo. Assim, o consumidor pode conseguir valores mais acessíveis se aceitar o reajuste com um indicador financeiro.

A seguir, a gente explica como funcionam as taxas pós-fixadas. Continue a leitura e tire suas dúvidas!

O que é empréstimo com taxa pós-fixada?

O empréstimo com taxa pós-fixada tem os juros determinados por indicadores que oscilam no decorrer do tempo. Com isso, o custo da operação é adaptado às condições da economia.

Um empréstimo com a fixação do IPCA-E ou do IGPM, índices pra medir a inflação, reajusta as parcelas pra manter o poder de compra do dinheiro. “Inflação é o nome dado ao aumento dos preços de produtos ou serviços. Ela é calculada pelos índices de preços, comumente chamados de índices de inflação”, explica o IBGE.

Um exemplo é o título do Tesouro IPCA+. Nele, o governo toma um empréstimo dos investidores e paga a taxa de inflação com um percentual fixo. A parte variável, que é o índice IPCA, oferece a garantia contra a perda do poder de compra do dinheiro.

Já a taxa Selic, que são os juros básicos da economia, definidos pelo Banco Central, permite que o crédito se mantenha equiparado ao valor pago pelo governo por empréstimos. É que, no título Tesouro Selic+, o governo se compromete a pagar essa taxa acrescida de um percentual.

Por lógica, se o empréstimo que o banco concedeu estiver abaixo da taxa Selic, valeria mais a pena emprestar para o governo. O objetivo de um empréstimo com taxa pós-fixada é manter esse nível próximo à alternativa de mercado.

Outro exemplo é a utilização do CDI, uma taxa utilizada por bancos quando as instituições pegam dinheiro emprestado. Por exemplo, os certificados de depósito bancário (CDBs) remuneram com base nesse indicador.

Um empréstimo atrelado ao CDI acompanha, portanto, as condições do crédito entre os bancos. Afinal, se o crédito concedido ficar abaixo do CDI no período, teria sido melhor emprestar o dinheiro pra outra instituição financeira.

E taxa pré-fixada?

A taxa pré-fixada é um percentual definido no contrato. A parte que concede o crédito precisa estimar os riscos atuais e futuros da operação, criando um preço fixo para o serviço.

Nesse sentido, a taxa não oscila conforme as condições da economia. Se forem fixados 10% ao ano, o pagamento será nesse valor, independentemente de o governo ou os bancos oferecerem taxas mais vantajosas pra tomar empréstimos no mesmo período.

A tendência é que o consumidor se beneficie caso essa taxa fique abaixo dos indicadores de mercado. Já se os juros ou a inflação diminuírem no futuro, o contrato se tornará mais vantajoso pra quem empresta.

Por fim, a taxa também pode ser híbrida. Isto é, há um indicador financeiro a ser seguido, mas também um percentual fixo previsto no contrato. Um caso comum é o uso dos índices de inflação. Além da reposição do poder de compra, é natural que o credor fixe uma margem de lucro, então ocorre a combinação das taxas pré e pós-fixadas.

O que compensa mais: taxa pós-fixada ou taxa pré-fixada?

A taxa mais vantajosa dependerá da diferença dos cenários atual e futuro da economia. Bora entender o porquê?

Mudança nos juros da economia

Se os juros praticados no mercado aumentam, por exemplo, com a elevação da Selic, o empréstimo pré-fixado tende a ser mais vantajoso. Afinal, a prestação seguirá igual, mesmo que o crédito esteja mais caro.

O cenário inverso é benéfico para o consumidor em ambos os modelos. Na taxa pós-fixada, acontece a redução do valor das parcelas. Na pré-fixada, você pode buscar outra solução de crédito. Assim, é possível pagar antecipadamente a anterior e manter uma parcela mais baixa, como ocorre na portabilidade.

Setores que se valorizam com a queda dos juros da economia

O empréstimo com taxa pós-fixada se mostra mais vantajoso se o dinheiro for aplicado em um setor que apresente um bom desempenho em cenários de juros baixos. Um exemplo é o financiamento imobiliário. Pode acontecer de indicadores como Selic e CDI avançarem menos que a valorização dos imóveis.

Valores iniciais do empréstimo

A taxa pré-fixada exige que o risco de as condições econômicas mudarem seja estimado e considerado no custo do empréstimo. Por isso, o empréstimo com taxa pós-fixada tende a apresentar valores iniciais mais acessíveis.

Previsibilidade das prestações

O planejamento pra pagar o empréstimo com taxa pré-fixada é mais simples, pois você já sabe qual é o valor do contrato, e as mudanças nas condições da economia não afetam o custo.

Como conseguir crédito sem juros?

Existem opções de crédito sem juros, mas podem não ser vantajosas pra grandes objetivos financeiros. Vamos pensar no cartão de crédito. Embora você possa fazer uma viagem, comprar um bem ou contratar um serviço com parcelamentos sem juros, os limites são mais restritos — e a dívida pode comprometer o planejamento financeiro.

Uma alternativa aos empréstimos e financiamentos bancários é o consórcio. Nesse investimento, você faz compras planejadas, alcançando grandes objetivos sem pagar juros, como comprar uma casa, um carro ou uma moto.

Os pagamentos são feitos mensalmente por um grupo de participantes, e uma administradora gerencia esses recursos. Todos os participantes que pagarem o consórcio terão o objetivo realizado durante o contrato, o que acontece aos poucos por meio de lances ou sorteios.

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