O que são ETFs e quais as vantagens e desvantagens?
Os ETFs são um facilitador para a diversificação dos investimentos. Com esse produto financeiro, o investidor pode investir em um grupo de ativos, economizando com corretagem e taxas.
Um exemplo é o BOVA11. Esse ETF permite a aplicação na carteira do índice Bovespa, o que sairá mais barato do que comprar as ações que fazem parte dele e realizar os ajustes ao longo do tempo.
Neste conteúdo, explicamos o que você precisa saber para investir em ETFs e quais são os riscos. Continue a leitura!
O que são ETFs e como eles surgiram?
Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de investimento negociados no ambiente da bolsa de valores. Eles recebem um ticket — que é o código da bolsa — para facilitar a compra, venda e demais operações.
O primeiro ETF, o SPDR S&P 500 (SPY), foi lançado em 1993 pela State Street Global Advisors. Esse projeto possibilitou que a carteira de ações do índice S&P 500 se tornasse negociável na bolsa, como um único ativo.
No Brasil, os ETFs são tratados com frequência como sinônimo de “fundo de índice”. Isso ocorre pela característica de eles, quase sempre, refletirem preços e indicadores financeiros, como Ibovespa, Nasdaq100 e S&P 500.
Como funciona um ETF?
O ETF é criado para ser negociado de maneira similar a uma ação na bolsa de valores. Na B3, por exemplo, as ações têm o final 03, 04 ou 11, conforme sejam ordinárias, preferenciais ou units. Já os ETFs carregam o final 11 no código.
Por exemplo, a Petrobrás é negociável pelo ticket “PETR3” e o Banco do Brasil pelo “BBAS3”. Por sua vez, a carteira do Ibovespa é acessível pelo “BOVA11”.
Embora sejam negociados similarmente às ações, os ETFs se caracterizam pela carteira de ativos. Tais carteiras podem ser elaboradas para seguir diferentes preços ou aplicar estratégias de investimento.
Um ETF de Bitcoin, por exemplo, representa uma carteira de ativos criada para refletir o preço da criptomoeda ao longo do tempo. A lógica é permitir a negociação de múltiplos ativos de uma única vez. Isso gera economia com taxas e corretagem.
Quais são os tipos de ETFs disponíveis no mercado?
Ao longo das décadas, foram desenvolvidos diferentes tipos de ETFs.
ETF de gestão passiva
O ETF de gestão passiva é criado para representar fielmente um indicador do mercado. São eles que acompanham o preço do ouro, do S&P 500, do Ibovespa e assim por diante.
ETF de gestão ativa
Já o fundo com gestão ativa tem um profissional que toma decisões para desenvolver uma estratégia de investimentos. Seu objetivo não é replicar um indicador, mas oferecer rentabilidade, proteção patrimonial, ganhos financeiros em cenário de crise etc.
ETF de índice
O ETF de índice é o mais comum. Seu papel é replicar um indicador de mercado, que reflete o desempenho geral ou setorial do mercado.
ETFs de ações
Os ETFs de ações são compostos de empresas agrupadas em razão do setor, porte, estratégia de investimento, entre outros fatores. É uma solução para investir em blocos de ações.
ETF de commodities
Os fundos de commodities espelham preços de mercadorias básicas da economia que têm relevância no mercado financeiro. Ouro, soja e boi-gordo são exemplos.
ETF de renda fixa
O ETFs de renda fixa buscam indicadores ligados à negociação de títulos de crédito. Um exemplo é o Vanguard Total Bond Market (BND), que permite negociar um conjunto de títulos em dólar com classificação de baixo risco.
No Brasil, esses fundos se beneficiam principalmente de momentos de altas taxas de juros, definidas pelo Bacen.
ETF de bitcoin
O ETF de bitcoin permite seguir o preço da criptomoeda ao longo do tempo. Trata-se de um facilitador para quem deseja participar desse mercado, mas não sabe como manter uma carteira física ou digital de criptomoedas. Vale ressaltar que, no mercado de ETFs americanos, encontramos diversas outras opções. Existem, por exemplo, os fundos alavancados que geram resultados (prejuízo ou lucro) dobrados, triplicados, quadruplicados etc. Outro caso são os fundos inversos, que se valorizam na queda do índice ao qual fazem referência.
Quais são as vantagens e desvantagens de investir em ETFs?
Existem prós e contras ao pensar em investir nos fundos negociados em bolsa de valores.
Vantagens do ETF
Os ETFs serão vantajosos para o investidor que busca diversificar os investimentos, simplificando a aplicação financeira em setores variados.
- Comprar e vender com agilidade: o processo de negociação usa o mesmo ambiente das ações, bastando conhecer o ticket do fundo.
- Diminuir custos dos investimentos: a operação é mais barata que comprar grandes conjuntos de ativos individualmente.
- Facilitar a diversificação da carteira: existe de tudo um pouco para montar uma estratégia diversificada. É possível investir em commodities, tecnologia, videogame, petróleo, moedas etc.
- Proteger o patrimônio em crises: a exposição a determinados setores pode ser usada para estratégias contrárias a momentos desfavoráveis da economia. Por exemplo, o ETF de ouro costuma se valorizar quando os investidores procuram fugir de crises econômicas.
Desvantagens do ETF
Os ETFs demandam alguns pontos de atenção.
- Concentrar-se em um único setor: os fundos em bolsa costumam representar carteiras de ativos concentradas em um único setor. Por isso, tome cuidado com a quantidade adquirida para não colocar todos os ovos em uma única cesta.
- Lidar com a baixa liquide: os ativos de setores com pouco interesse dos investidores podem ser difíceis de revender. Ao conhecer um fundo mais voltado para um segmento específico do mercado, avalie o volume de negociações.
- Investir em setores desconhecido: pela facilidade do investimento, o investidor pode ser tentado a explorar setores que não conhece. Uma alternativa é buscar soluções de investimento mais simples, especialmente para o perfil de investidor iniciante. Os consórcios, por exemplo, permitem que você poupe para alcançar objetivos financeiros, como comprar um carro ou um apartamento.
Consórcio ou ETF?
Consórcio é uma modalidade de compra planejada, ideal para quem deseja adquirir bens ou serviços de maneira organizada e sem contrair dívidas com juros elevados.
Funciona como um grupo de pessoas que contribuem mensalmente para formar uma espécie de poupança coletiva. De tempos em tempos, um dos participantes é contemplado, por sorteio ou lance, com uma carta de crédito que pode ser utilizada para a aquisição de bens como imóveis, veículos ou até mesmo serviços específicos.
Ao optar pelo consórcio, você não paga juros, mas sim uma taxa de administração, que geralmente é menor que os custos de financiamentos tradicionais.
Além disso, seu dinheiro é preservado contra a inflação, já que o valor da carta de crédito acompanha os reajustes de mercado, garantindo seu poder de compra.
Os ETFs são uma boa alternativa para pessoas que já têm experiência com investimentos e desejam mais facilidade para aplicar em índices, moedas, mercadorias etc. Não se esqueça, contudo, que o mercado apresenta diferentes produtos, que também podem ser úteis para alcançar os seus objetivos — caso de um consórcio.
Para aprender mais sobre investimentos e educação financeira, confira o conteúdo "Planejamento financeiro" para organizar suas finanças!
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