Você acha difícil reservar uma parte do dinheiro que ganha ou quer saber um modo de fazer isso de maneira colaborativa? Caso você se encaixe em um desses casos, é importante conhecer o modelo de poupança colaborativa.
Por meio dele, duas ou mais pessoas se unem para fazer depósitos em uma conta que pode ser acessada por qualquer um dos titulares. Há vantagens e desvantagens nesse modelo e é por isso que criamos este post aprofundado para facilitar o entendimento. Continue conosco!
O que é a poupança conjunta?
É uma conta bancária, na modalidade de poupança — ou seja, é diferente de uma conta-corrente. A principal distinção é que a administração dos recursos é compartilhada, geralmente por uma dupla.
Esse recurso vale como uma representação do velho ditado "a união faz a força". Nesse modelo, há mais de titular e todos juntos trabalham para fazer o dinheiro render mais.
A poupança conjunta é muito útil para quem tem dificuldade de guardar dinheiro individualmente. Afinal, além da possibilidade de ter mais de uma pessoa fazendo depósitos, todos os titulares poderão discutir a melhor alocação e redistribuição dos recursos, assim como o melhor momento para retirar o dinheiro.
Como ela funciona?
A conta conjunta é, basicamente, uma conta bancária compartilhada por dois ou mais titulares. Embora seja frequentemente utilizada por casais, as instituições financeiras oferecem essa modalidade a diversos grupos, como amigos que desejam investir juntos.
Sua versatilidade permite que a poupança conjunta seja utilizada para variados propósitos. Alguns pais, por exemplo, incluem seus filhos como titulares em suas contas conjuntas para promover a educação financeira.
Outros optam por criar contas exclusivas para os filhos, com o objetivo de educá-los financeiramente e ajudá-los a desenvolver autonomia em relação ao próprio dinheiro.
Também é comum a formação de grupos de amigos ou investidores que abrem contas conjuntas com um objetivo financeiro específico em mente. A maioria dos bancos estabelece um limite de até cinco titulares por conta conjunta, sendo a configuração com dois titulares a mais comum.
Para abrir uma conta poupança conjunta, é preciso procurar uma instituição financeira confiável e formalizar o pedido.
Também é importante conferir os dois tipos principais de conta conjunta:
Conta conjunta solidária — nessa modalidade, cada titular tem autonomia para realizar movimentações financeiras, como depósitos, saques e pagamentos, individualmente, sem a necessidade de autorização dos demais. Essa característica a torna a forma mais utilizada no mercado, ideal para situações em que há uma relação de confiança entre os usuários. Ela permite que cada um utilize os recursos conforme suas necessidades;
**Conta conjunta simples (ou não solidária) ** — diferentemente da solidária, a conta conjunta simples exige a assinatura e a concordância de todos os titulares para qualquer tipo de movimentação. Isso significa que operações como saques, depósitos e utilização de funções de débito e crédito só podem ser efetuadas com a aprovação de todos os usuários. Pode ser utilizada por pais que criaram uma poupança para pagar a futura faculdade dos filhos, por exemplo, mas que se reservam o direito de vetar retiradas para outros fins;
Quais são as vantagens da poupança conjunta?
Entre as diversas vantagens de uma poupança conjunta, podemos citar:
- Controle financeiro — uma poupança conjunta centraliza os valores em uma mesma conta, simplificando o acompanhamento e o controle do dinheiro para todos os titulares. Caso cada um decidisse abrir uma instância diferente, isso dificultaria o acompanhamento e o entendimento em relação ao rendimento dos montantes depositados;
- Foco em objetivos comuns — uma conta conjunta facilita o planejamento e o alcance de metas financeiras compartilhadas, como uma viagem, a compra de um bem ou a formação de uma reserva de emergência em conjunto. Caso ambos queiram apenas guardar uma quantia para o futuro, garantindo que ela renda um pouco a cada mês, tudo bem também;
- Possibilidade de economizar em taxas — algumas instituições financeiras permitem uma redução ou eliminação de taxas bancárias, em comparação com a manutenção de contas separadas;
- Transparência na gestão dos recursos — todos os titulares têm visibilidade sobre as movimentações financeiras, promovendo a confiança e a comunicação sobre o uso do dinheiro;
- Construção de hábitos financeiros em parceria — imagine que você tenha um amigo com quem sempre conversa sobre a falta de capacidade que ambos têm de guardar dinheiro. Fazer isso em dupla pode ser mais fácil, principalmente se vocês definirem os critérios para depósitos e retiradas;
- Praticidade para o pagamento de despesas compartilhadas — uma conta conjunta simplifica o gerenciamento de gastos comuns, como contas da casa ou presentes em grupo.
Uma colunista do UOL define, de modo bem-humorado, as contas e poupanças conjuntas como a oportunidade de acabar com DRs por dinheiro.
Também é relevante mencionar possíveis desvantagens, relacionadas a problemas que surgem por conta da falta de critérios para a gestão. Portanto, antes de optar por essa modalidade, é fundamental dialogar e estabelecer acordos claros entre os envolvidos.
Uma das questões delicadas diz respeito à privacidade financeira, uma vez que todos os titulares têm acesso aos ganhos dos demais, especialmente se os salários forem depositados diretamente na conta conjunta.
Outro problema é o possível falecimento de um dos titulares. Já houve ao menos uma decisão do Superior Tribunal de Justiça que não garantiu a propriedade completa do valor total ao titular restante, como mostra um artigo do Conjur:
"A existência de termo de solidariedade em conta bancária conjunta não garante plena propriedade sobre o valor total em caso de falecimento de um dos correntistas. Com esse entendimento, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça reformou acórdão de segundo grau e determinou a inclusão dos valores contestados no inventário e partilha."
É fundamental definir (em conjunto!) se os rendimentos mensais de cada um serão destinados a essa conta, de modo a prevenir possíveis desentendimentos. Também é importante tirar dúvidas junto à instituição financeira, como no caso do falecimento de um titular.
Como o consórcio pode ajudar a juntar dinheiro?
O consórcio tem um funcionamento muito semelhante ao da poupança conjunta. Afinal, nos dois modelos há um grupo de pessoas que se unem para depositar valores e fazer o dinheiro render.
No caso do consórcio, o objetivo é conquistar um bem ou serviço previamente definido. Vamos entender melhor como funciona essa modalidade.
O consórcio é um método colaborativo, no qual um grupo de pessoas se reúne com o objetivo de formar uma poupança conjunta, destinada à aquisição de um bem ou serviço. Pode ser um carro, um imóvel, um caminhão, um equipamento, entre outros.
Esses grupos são organizados e administrados por empresas especializadas, as administradoras de consórcios, que são autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central do Brasil.
Com o suporte de uma administradora confiável, os participantes contribuem mensalmente para um fundo comum, acumulando o valor necessário para a compra do bem ou serviço desejado.
É por tudo isso que definimos o consórcio como uma espécie de poupança conjunta. A diferença é que, no consórcio, há uma garantia de que os depósitos serão mesmo realizados e que, ao final do período estabelecido, todos terão a possibilidade de comprar o bem ou serviço que tanto desejavam.
Como você viu neste artigo, uma poupança conjunta é um meio colaborativo de garantir o rendimento do dinheiro investido. Desde que haja confiança entre os titulares, esse modelo tem tudo para fazer com que ambos desfrutem dos benefícios. Além disso, o consórcio é outro exemplo de como a união de diferentes participantes leva a ganhos comuns.
Gostou do artigo e quer conhecer outras maneiras de gerar rendimentos, em dupla? Então descubra como juntar dinheiro em casal!
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