Real Digital: conheça a nova moeda virtual brasileira
A digitalização das nossas vidas significa também que nossa relação com o dinheiro é cada vez mais eletrônica e simplificada. Você sabia que o próximo passo nessa transformação é o Real Digital?
Se você ainda não conhece a nova moeda virtual brasileira, vamos apresentar o conceito, como ela funciona e o que pode mudar na sua vida com essa nova forma de transação monetária no país. Continue lendo!
O que é o Real Digital?
O Real Digital é uma proposta de moeda virtual exclusiva para armazenamento, uso e pagamento por meios digitais — sendo impossível converter esses valores em cédulas.
A ideia é que essa moeda seja gerada pelo Banco Central e distribuída de maneira segura por meio de bancos e instituições financeiras para o comércio e consumidores, que poderão utilizar esses valores da mesma maneira que o dinheiro físico.
Um ponto importante a ser destacado é que o Real Digital não se trata de uma criptomoeda, como as que ganharam muito destaque nos últimos anos. Ao contrário destas, o Real Digital é regulamentado pelo Governo e possui o mesmo peso da cédula, sendo uma gêmea virtual do modelo de dinheiro vivo que já utilizamos há séculos.
Esse tipo de moeda está sendo testado no mundo inteiro e é um conceito conhecido como Central Bank Digital Currency (CBDC), ou moeda digital de banco centralizado.
Por que o Real Digital está sendo criado?
Com a utilização cada vez mais comum de meios de pagamentos eletrônicos e a popularização dos smartphones entre os brasileiros, o uso do dinheiro em papel vem caindo consideravelmente nos últimos anos.
Só em 2021, a queda na utilização das cédulas foi de 8,5% em um ano — porcentagem influenciada pela pandemia, mas ainda assim muito significativa ao apontar uma tendência. Principalmente entre as gerações mais novas, o uso de sistemas digitais para fazer compras, transferir dinheiro e outras atividades se tornou mais prático e intuitivo. A prova disso é a velocidade com que o Pix se tornou um dos principais meios de pagamento no Brasil.
Foi exatamente essa observação que levou o Bacen a colocar em prática o plano de implementação do Real Digital. A ideia é dar mais flexibilidade para armazenamento e transferência de dinheiro vivo, aquele que não está atrelado, necessariamente, a uma instituição bancária ou serviço de crédito.
Como funciona o real digital?
O Real Digital será distribuído em códigos únicos que identificam cada unidade de maneira segura e regulamentada. Esse dinheiro poderá ser armazenado em bancos digitais e tradicionais, fintechs e qualquer outro tipo de serviço autorizado pelo Bacen.
Por meio desses sistemas digitais será possível fazer transações livres, assim como acontece com a cédula atual. Compras, trocas, transferências, doações e outros. Basta que as duas partes utilizem meios legítimos de transação em seus celulares, tablets ou computadores.
O que esperar da moeda virtual brasileira?
A digitalização da economia é um processo em constante evolução nos últimos anos e cada nova transformação significa novas oportunidades e dinâmicas financeiras para todos nós. Veja o que o Real Digital pode proporcionar no futuro.
Facilitação das transações em dinheiro
Por mais que seja o método de pagamento mais simples que existe, o uso de dinheiro vivo tem suas complicações. Às vezes esquecemos em casa, às vezes o vendedor não tem troco ou você não se sente à vontade de contar dinheiro em público.
O Real Digital vai virtualizar todo esse processo, o que elimina grande parte dessas questões. É um método fácil, prático e seguro de usar dinheiro.
Possibilidade de uso no exterior sem conversão
Como o Real Digital não estará atrelado a bancos, ele poderá ser transferido digitalmente sem a necessidade de converter entre moedas quando as duas partes estão entre países diferentes. Isso diminui a oscilação de valores e agiliza o processo.
Mais poder de compra para desbancarizados
Um dos públicos que o Real Digital mira é o de desbancarizados: pessoas que não possuem contas e dinheiro no banco e preferem ou conseguem utilizar somente em espécie.
Isso promete, portanto, dar ainda mais acesso ao e-commerce e serviços digitais, coisa que não era possível para quem não tinha conta para o Pix ou cartão de crédito.
Mais segurança no transporte de valores
Um dos grandes problemas do dinheiro vivo é a dificuldade de transportar quantias grandes com segurança.
Ao virtualizar as cédulas, você coloca esse montante em proteção atrás de uma senha e outros fatores de verificação de identidade. É algo que promete, por exemplo, reduzir o famoso crime de "saidinha de banco".
Falando em segurança, outro potencial benefício do Real Digital, segundo o Governo, é a inibição da lavagem de dinheiro pela maior rastreabilidade da versão virtual da moeda.
Mais praticidade para consumidores e vendedores
Por fim, todos saem ganhando com o Real Digital. Quem compra tem acesso a mais um meio de pagamento facilitado e não precisa usar o crédito que tem no banco.
Já quem vende pode oferecer incentivos para receber nesse novo modelo e ter vantagens. Principalmente, ter um método de pagamento digital que evita as taxas de bancos, máquinas de cartões e outros serviços.
É por isso que o Real Digital é visto dentro do Governo não apenas como uma inovação, mas como uma ferramenta para dar novas dinâmicas à economia do país.
Qual a data de lançamento prevista?
Ainda não existe um prazo estabelecido para a entrada em vigor do Real Digital. A ideia do Banco Central é que ele seja implementado até 2024.
Além disso, o processo é pensado como gradual. A nova moeda será emitida aos poucos para ver seu impacto e aceitação no mercado.
Em um futuro mais distante, podemos até imaginar a substituição completa da cédula de papel. Mas, por enquanto, a ideia é que as duas versões estejam disponíveis para todos os brasileiros.
Depois do internet banking e do mobile banking, depois das fintechs e do Pix, o Real Digital é mais um degrau na digitalização completa de nossa relação com o dinheiro. Entender melhor esse tipo de proposta é entender como sua vida será afetada no futuro.
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