Como funciona o financiamento de moto: tipos, prazos e o que considerar antes de contratar
As motos são muito populares no Brasil porque agregam agilidade no trânsito cotidiano, mas também pelo custo-benefício em comparação aos carros.
Não à toa, já existem mais de 39 milhões de pessoas com a CNH habilitada na categoria A. Se você quer somar à frota de motocicletas e veículos motorizados de duas ou três rodas, vale a pena conhecer as formas de aquisição do bem — e aprender como funciona o financiamento de moto.
E vamos te ajudar nesse processo. Neste guia, você vai entender os tipos de financiamento disponíveis e se a modalidade de crédito realmente está alinhada com as suas necessidades e objetivos.
Ao final, você poderá tomar uma decisão consciente e de acordo com o seu orçamento. Vamos lá?
O que é e como funciona o financiamento de moto?
O financiamento de moto é um empréstimo com garantia: você compra a moto e paga em parcelas, enquanto a instituição financeira (banco ou concessionária) retém a propriedade do veículo até a quitação.
Agora, veja só a popularidade desse tipo de crédito: só no primeiro semestre de 2024, registrou-se mais de 3,4 milhões de unidades financiadas de veículos novos e usados (leve, pesados e motos). É, ainda, a modalidade mais popular do país — mas não é a única.
Existem mais opções que podem ajudar o brasileiro a realizar os seus sonhos, como:
- Consórcio: grupo de pessoas que "investem" juntas para comprar motos. Sem juros, mas com prazos longos e sorteio de cotas;
- Leasing: "aluguel" que pode virar compra ao final. Ideal para PJs, com benefícios fiscais.
O financiamento de veículos, contudo, é o mais conhecido.
Funciona como um empréstimo específico para a compra da moto em que você paga o valor total do veículo (mais juros e encargos) em parcelas fixas ao longo de um prazo determinado.
E, enquanto o financiamento não é quitado, a moto serve como garantia para a instituição, que pode reavê-la em caso de inadimplência.
Opções de crédito para comprar a sua moto

Se o financiamento tradicional (CDC) é o mais popular no Brasil, será que ele é sempre a melhor opção? Na verdade, existem três caminhos para adquirir sua moto sem desequilibrar as finanças. Vamos entendê-los.
1. CDC (Crédito Direto ao Consumidor): o mais rápido, mas com juros
E como funciona o financiamento de moto: você financia o valor total (com juros) e paga em parcelas fixas, enquanto a instituição mantém a propriedade do veículo até a quitação.
Essa agilidade se converte na liberação em até 48 horas do veículo, com prazos de até 5 anos e ampla disponibilidade (bancos, financeiras e concessionárias).
Só que as taxas de juros costumam ser altas.
Atualmente, a média praticada entre as instituições é de 1,5% ao mês — e, como dissemos, a moto pode ser recuperada em caso de atrasos no pagamento.
2. Leasing: flexibilidade para quem não quer compromisso
Como funciona: você "aluga" a moto por um período (geralmente, de 24 a 36 meses) com a opção de comprá-la no final por um valor residual
. Entre as vantagens, podemos destacar as mensalidades relativamente baixas — se compararmos com o CDC, por exemplo —, além de benefícios fiscais para PJ e possibilidade de trocar o modelo ao término.
Por outro lado, o leasing não te dá a propriedade ao veículo até quitar o valor residual, e podem ser aplicadas multas por quilometragem excedente.
3. Consórcio: o jeito mais econômico (mas exige paciência)
Já conhece o consórcio de moto São 2,87 milhões de cotistas, atualmente, que participam de grupos unidos por um objetivo em comum: a compra do bem desejado.
Para isso, cada um paga a sua respectiva parcela mensal e, periodicamente, sorteios ou lances definem quem recebe a moto.
É uma alternativa acessível porque não tem a aplicação de juros (apenas a taxa de administração, possui parcelas fixas e ainda dá a possibilidade de usar os fundos próprios para dar lances ao longo da realização do consórcio.
Só que os prazos longos (até 6 anos) tendem a ser um empecilho para quem tem pressa, e não há data certa para receber o veículo.
Então, qual vale mais a pena? Compare com a tabela abaixo:
| Perfil | Melhor opção | Motivo |
|---|---|---|
| Quer a moto rápido | CDC | Liberação em dias |
| Prefere pagar menos | Consórcio | Sem juros e parcelas baixas |
| É PJ ou quer trocar depois | Leasing | Flexibilidade e benefícios fiscais |
Antes de decidir, simule todas as opções e compare o CET (Custo Efetivo Total) de cada uma.
Muitas vezes, o consórcio pode sair mais barato que o CDC, mesmo com a espera!
Como funciona o processo de financiamento de moto
Tudo começa com a simulação de crédito, em que você consulta parcelas, taxas e prazos sem compromisso. Em seguida, vem a análise de cadastro: bancos avaliam seu score, renda e histórico para definir aprovação e juros.
Os documentos necessários são básicos:
- RG;
- CPF;
- Comprovante de residência e renda (holerite ou extrato).
Sobre a entrada, ela costuma ser de até 30% do valor da moto, mas há opções sem entrada (com juros mais altos). Por fim, após a assinatura do contrato (leia todas as cláusulas!), a moto costuma ser liberada em até 48 horas.
Taxas de juros no financiamento de motos
Os juros do financiamento podem ser prefixados (taxa fixa até o fim) ou pós-fixados (variam com indicadores como o IPCA). No mercado, as médias ficam entre 1,5% a 3,5% ao mês, mas motos usadas podem apresentar taxas maiores — por exemplo, de 4,5%.
Para pagar menos, use seu bom score de crédito como moeda de troca. Outra estratégia é aumentar o valor de entrada ou encurtar o prazo: financiamentos de 24 meses costumam ter juros menores do que os de 60 meses.

Financiamento de moto usada: é possível?
Bancos e outras instituições financiam motos usadas (até 10 anos de uso), mas, em geral, algumas diferenças podem ser observadas:
- Juros mais altos;
- Entrada maior;
- Avaliação rigorosa da moto.
Vale a pena? Depende do seu caso. Por um lado, existe o preço mais acessível, a liberação rápida e opção para quem busca mobilidade ou trabalho (entregadores, por exemplo).
Mas também a decisão coexiste com alguns riscos, como juros altos, desvalorização acelerada e possibilidade de defeitos ocultos.
Se for sua única opção, prefira motos com menos de 5 anos de uso e compare com alternativas como consórcio (para usados, pode ser mais barato) ou pagamento à vista.
Conclusão
Agora você sabe como funciona o financiamento de moto, a sua análise cuidadosa pode passar pelas alternativas de crédito para definir a melhor opção.
O segredo é não focar só na parcela, mas no custo total da sua compra e nas condições mais alinhadas com o seu perfil.
Agora, se você quiser ajuda para calcular o melhor caminho, explore as simulações que oferecemos por meio do Consórcio Rodobens e faça uma escolha sem arrependimentos!
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