Reajuste no consórcio: conheça fatores que influenciam

Terça-Feira, 25 de Fevereiro de 2025
Atualizado em: 06/03/2025
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O consórcio vem se consolidando como uma das principais formas de aquisição planejada no Brasil, conquistando cada vez mais adeptos. Para se ter uma ideia, em 2023, o setor movimentou R$ 316,70 bilhões, um crescimento de 25,6% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). Além disso, o número de participantes ativos atingiu um recorde de 10,29 milhões, reforçando o interesse crescente por essa modalidade.

Mas, junto com essa expansão, muitas dúvidas surgem—e uma das mais comuns está relacionada ao reajuste do consórcio. Afinal, por que as parcelas e a carta de crédito sofrem alterações ao longo do tempo?

Neste artigo, vamos esclarecer os principais fatores que influenciam esses reajustes, quais índices são utilizados para o cálculo e como você pode se preparar para essas variações sem comprometer seu planejamento financeiro. Continue lendo e evite surpresas!

Por que o reajuste é cobrado?

O reajuste do consórcio acontece porque o preço dos bens e serviços também muda com o tempo. Como o objetivo do consórcio é garantir que o participante consiga adquirir o bem planejado, é necessário que o valor da carta de crédito acompanhe a realidade do mercado.

Se você entrou em um grupo de consórcio para comprar um carro, por exemplo, o preço desse veículo pode aumentar ao longo dos anos. Para garantir que todos os consorciados consigam comprar o mesmo bem, o valor da carta de crédito é ajustado. Como consequência, as parcelas também passam por reajuste.

Esse processo não é exclusivo do consórcio. Contratos de aluguel, serviços de assinaturas e outros tipos de financiamento também passam por correção para manter o poder de compra atualizado.

Como é o reajuste do consórcio?

O reajuste no consórcio é aplicado para manter o valor da carta de crédito compatível com o preço atual do bem ou serviço. Mas como esse cálculo é feito?

Índice INCC

O aumento na parcela do consórcio é baseado em índices de mercado. Dependendo do tipo de bem, um indicador específico é utilizado. Para imóveis, por exemplo, o reajuste segue o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), pois reflete a variação nos preços da construção civil. Veja um histórico dessa variação:

  • 2020: 8,66%
  • 2021: 14,03%
  • 2022: 9,40%
  • 2023: 3,32%
  • 2024: 6,34%

Esses dados refletem a variação dos custos de materiais e mão de obra na construção civil, sendo um indicador importante para o setor imobiliário e para a economia como um todo.

Índice IPCA

Já no caso de veículos, o principal índice utilizado para o reajuste das parcelas é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que reflete a inflação e é aplicado anualmente, geralmente no "aniversário da cota".

Reunimos aqui alguns dos últimos números:

  • 2020: 4,52%
  • 2021: 10,06%
  • 2022: 5,79%
  • 2023: 4,62%
  • 2024: 4,62%

Tabela FIPE

Outra base de reajuste para as parcelas de veículos automotores é a tabela de preços do veículo determinada pelo fabricante. Isso significa que, se o preço do veículo aumentar, as parcelas do consórcio também serão ajustadas para refletir essa mudança.

Por exemplo, digamos que você fez um consórcio para a compra de um Hyundai HB20 que, em 2025, estaria avaliado em R$ 89.990,00. Então, esse seria o valor da carta de crédito. No entanto, se a fabricante aumentar em 5% o valor desse veículo em 2026 (seguindo ainda o exemplo, passando para R$ 94.500,00), então, a carta de crédito também aumenta, afetando o valor das parcelas.

Para consórcios de serviços, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) pode ser utilizado, pois reflete a inflação geral da economia.

O que define o valor do consórcio?

O valor do consórcio e o montante pago nas parcelas são definidos por diversos fatores que influenciam diretamente a formação do grupo e as condições do contrato:

  • valor da carta de crédito: é o montante que o consorciado deseja utilizar para adquirir o bem, como um veículo. Esse valor é acordado no momento da adesão ao consórcio e é fundamental para calcular as parcelas mensais;
  • taxa de administração: é um custo que a administradora do consórcio cobra para gerenciar o grupo. Essa taxa é adicionada ao valor das parcelas e pode variar entre as administradoras, afetando diretamente o montante que cada consorciado paga mensalmente;
  • prazo do consórcio: o prazo total do consórcio (em meses) também influencia o valor das parcelas. Quanto maior o prazo, menores serão as parcelas mensais, embora isso possa resultar em um custo total mais elevado devido à correção monetária e possíveis reajustes;
  • reajustes: as parcelas podem ser reajustadas periodicamente com base em índices de inflação, impactando o valor do consórcio;
  • influência externa: falamos aqui de fatores macroeconômicos, como a inflação e a demanda por veículos, também impactam os valores dos consórcios. Mudanças no mercado podem levar a ajustes nos preços dos bens e, consequentemente, nas parcelas dos consórcios.

Esses fatores juntos determinam tanto o valor total do consórcio quanto as parcelas mensais que os consorciados devem pagar, refletindo uma combinação de planejamento financeiro e condições econômicas.

Ao entrar em um consórcio, é importante verificar qual índice de reajuste será aplicado. Se você estiver adquirindo um imóvel, por exemplo, é necessário acompanhar as variações do INCC para entender como isso pode impactar suas parcelas ao longo do tempo.

Assista agora e entenda tudo sobre o reajuste de crédito no consórcio!

Perguntas frequentes sobre o reajuste no consórcio

Agora que você entendeu como funciona o reajuste do consórcio, vamos responder algumas perguntas muito comuns!

O reajuste afeta quem já foi contemplado?

Sim. Mesmo após a contemplação, as parcelas continuam sendo corrigidas conforme os índices previstos no contrato. Isso garante que todos do grupo tenham condições de comprar o bem planejado.

Posso antecipar parcelas para evitar reajustes?

Sim, antecipar pagamentos é uma estratégia para reduzir o impacto dos reajustes. No entanto, é preciso verificar com a administradora se as parcelas quitadas são abatidas do saldo total ou apenas das últimas mensalidades.

Existe um limite para os reajustes?

Não há um teto fixo para reajustes. Eles seguem os índices estabelecidos no contrato. Por isso, é essencial acompanhar a evolução dos indicadores usados no seu consórcio.

O consórcio continua sendo uma boa opção?

Mesmo com os reajustes, o consórcio segue como uma excelente alternativa para quem deseja adquirir bens de forma planejada, sem pagar juros abusivos. Diferente de um financiamento, nos quais os custos podem ser muito mais altos, o consórcio permite um planejamento financeiro mais estruturado.

Entender o reajuste no consórcio é fundamental para você planejar suas finanças de forma adequada e evitar surpresas indesejadas.

Quer se aprofundar mais sobre como funcionam os índices de reajuste e garantir um planejamento eficiente. Então, confira o nosso conteúdo sobre o índice de reajuste de consórcio!

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