Endividamento: causas e dicas para evitar
Com certeza você já deve ter ouvido falar que o endividamento das famílias brasileiras é um grande problema no Brasil, que atrapalha o consumo e dificulta o planejamento financeiro das pessoas.
Mas você já parou para pensar quais são as causas que levam o endividamento a ocorrer? Neste artigo, você vai entender as principais causas do endividamento no Brasil e descobrir dicas do que fazer para se proteger. Acompanhe!
O que é endividamento?
Estar endividado é sinônimo de ter uma dívida para pagar, seja qual for a sua natureza. Ela pode ser em função de uma compra parcelada no cartão de crédito, de um empréstimo, um financiamento ou uma conta vencida. Ou seja, a partir do momento que uma pessoa tem prestações e parcelas a quitar, ela já é considerada uma pessoa endividada, incluindo a fatura no cartão. Por isso, é comum que a maioria das pessoas tenha dívidas, o que não significa de cara um problema.
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), é nessa situação que estão 78,1% das famílias brasileiras com dívidas a vencer. Como afirma o Serasa, mais de 73 milhões de brasileiros possuem algum tipo de dívida, sendo que o valor médio é de R$727,30.
Principais causas de endividamento
As principais causas do endividamento são o aumento da inflação e a diminuição do poder de compra. Uma das formas de conter a alta da inflação, que vem sendo utilizada no Brasil é aumentar a taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia.
A ideia de elevar a taxa de juros é gerar um desequilíbrio entre oferta e demanda de produtos, dificultando o acesso ao crédito e diminuindo a circulação do dinheiro. Com pouco dinheiro circulando, uma demanda menor e uma oferta maior, a tendência é de os preços reduzirem, já que as pessoas e empresas não conseguirão vender seus produtos a menos que reduzam os valores.
Essa é a causa macroeconômica, mas o que dizer de nossas ações individuais? Dentro das famílias brasileiras, a principal causa de endividamento é a falta de planejamento financeiro.
Aliar compras por impulso com a dificuldade de projetar os gastos por mês gera uma bola de neve que muitas pessoas não conseguem evitar. É a razão para que a fatura do cartão seja a causa de 60% das dívidas no país, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva.
Como evitar o endividamento?
Melhor do que sair do endividamento é evitar entrar nele. Contrair dívidas pode ajudar a adquirir bens e até mesmo começar negócios. No entanto, esse endividamento deve ser feito de maneira controlada e muito bem pensada.
De acordo com especialistas em finanças, os consumidores deveriam comprometer menos do que 30% do orçamento com financiamentos.
Claro que esse valor é apenas uma referência. Na prática, cada pessoa deve saber da sua situação financeira e determinar o quanto pretende comprometer com o pagamento de dívidas.
Como sair do endividamento?
Pensar sobre o que fazer quando está endividado pode ser intimidador para muitas pessoas, mas com planejamento e disciplina, é possível fazer!
Vamos dar algumas dicas fundamentais para controlar suas finanças, limpar seu nome e respirar com mais tranquilidade no fim do mês.
Cortar gastos dispensáveis
Um dos caminhos para sair da inadimplência e atravessar a crise é verificar custos e despesas fixas variáveis. Em outras palavras, a ideia é analisar as contas e avaliar se é possível reduzir ou cortar alguns desses gastos.
Para saber onde cortar gastos, é fundamental ter uma boa administração do dinheiro e fazer um planejamento financeiro pessoal.
Alguns exemplos são serviços de assinatura, compras supérfluas e até reduzir aquelas saídas do fim de semana. Se tudo der certo, claro, será apenas uma condição temporária até quitar as dívidas.
Fazer planejamento financeiro
É muito difícil se livrar de uma dívida se você não sabe exatamente seu valor e, principalmente, o quanto ela sobe mês a mês por conta dos juros.
As dívidas de uma família devem ser escritas no papel, ou em algum outro meio, para serem avaliadas e acompanhadas. Isso vai permitir encontrar possibilidades de economizar e de minimizar o endividamento ao longo dos meses.
Renegociar a dívida
Toda empresa convive com inadimplência em determinado nível. E acredite, a maioria delas prefere receber menos do que não receber!
Por isso, veja se a instituição a que você deve não está aberta à negociação. Busque taxas de juros mais suaves, descontos no pagamento à vista ou repactuação.
Fique de olho também em programas públicos como mutirões de pagamento de dívida e a Lei do Endividamento, que falaremos mais a seguir.
Substituir a dívida
Uma dica interessante é trocar uma dívida com juros e altos por outra que tenha condições melhores – desde que, claro, você saiba bem o que estão fazendo e até conte com ajuda especializada.
Um exemplo disso são as dívidas de cartão, com juros altíssimos. Para que ela não vire uma bola de neve, você pode buscar um empréstimo ou financiamento mais controlado e usar o dinheiro para quitar a fatura totalmente.
Ter uma renda extra
Outra forma que pode ajudar a sair da inadimplência é buscar uma fonte de renda alternativa. Existem muitas possibilidades de ganhar um dinheiro extra em casa mesmo, ou com outras atividades mais flexíveis, e colocar as dívidas em dia.
A renda extra pode ser utilizada para quitar prestações em atraso e, assim, sair da situação "estar endividado". Nesse sentido, os consumidores também podem contar com um novo aliado: a chamada lei do endividamento.
O que é a lei do endividamento?
A partir de julho de 2021, os consumidores que não estiverem conseguindo arcar com suas despesas básicas, porque as dívidas saíram do controle, podem contar com uma nova aliada: a lei do superendividamento.
Essa lei altera o código de defesa do consumidor no intuito de aumentar a proteção aos cidadãos com muitas dívidas e nome negativado.
Na prática, a lei do endividamento evita o assédio e a pressão por parte das instituições financeiras aos consumidores mais vulneráveis.
Além disso, cria uma nova opção para renegociação e quitação das dívidas já existentes: ela traz a possibilidade de os consumidores superendividados solicitarem uma audiência conciliatória com a presença de todos os seus credores.
O que a lei faz é dar a possibilidade de o consumidor apresentar um plano para pagar as dívidas com prazo máximo de cinco anos. Aqui, deve-se preservar o que a lei chama de "mínimo existencial", ou seja, o mínimo para a sobrevivência da pessoa endividada.
Quais as consequências da lei do endividamento para o Brasil?
A lei do superendividamento traz outras consequências além da possibilidade de elaborar um plano de pagamento. Também fica previsto um prazo para que a pessoa seja retirada de cadastros de inadimplentes, como SPC e Serasa.
Nesse caso, a pessoa fica obrigada a não contrair novas dívidas – o que poderia piorar a sua situação. Além disso, a lei prevê também que todos os consumidores tenham o direito de serem informados sobre os custos totais de um produto ou serviço antes do financiamento, como juras, multas e total das prestações.
Até quando vale a lei do endividamento?
Não existe prazo para que a lei deixe de entrar em vigor, ou seja, ela vale até que alguma modificação seja discutida pelo poder público.
Mas, além das possibilidades da lei, vale lembrar novamente que governo e instituições de mercado estão sempre promovendo programas de renegociação e pagamento de vidas. Ficar de olho nesses prazos pode ajudar você a se livrar desse problema.
De qualquer forma, o mais importante é sempre evitar entrar em dívidas, que comprometem sua renda, trazem insegurança para o futuro e até afeta relações pessoais com família e amigos. Por isso que um bom planejamento financeiro é fundamental para a sua vida. Educação financeira não é apenas sobre gastar menos que ganha, é preciso ter muita visibilidade de gastos e pensar no futuro equilibrando contas, obrigações e, claro, seus sonhos de consumo.
Conseguiu entender bem as maiores causas de endividamento no Brasil? Se você quer alcançar seus objetivos, como uma casa nova ou um carro, uma viagem com a família, precisa de muito planejamento para não ter dor de cabeça no futuro. E o futuro financeiro mais fácil de planejar é buscando um consórcio. Conheça o Consórcio Rodobens e invista em opções para todo tipo de produto e serviço que você precisa ou deseja!
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