O que é autofinanciamento e o que tem a ver com consórcio

Quarta-Feira, 21 de Dezembro de 2022
Atualizado em: 11/04/2025
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O que é autofinanciamento e como ele pode ajudar você a conquistar bens como imóveis e veículos? Esse conceito se baseia na ideia de que é possível alcançar grandes objetivos sem recorrer a financiamentos tradicionais ou arcar com juros altos. Se você deseja juntar dinheiro para comprar uma casa, um carro, uma moto, um caminhão ou até mesmo planejar uma viagem, o autofinanciamento pode ser a solução ideal.

Além do custo mais baixo, o autofinanciamento oferece vantagens como menos burocracia e mais segurança, desde que realizado com atenção e planejamento. Quer entender melhor como ele funciona e qual a relação com o consórcio? Acompanhe este post e descubra se essa pode ser a melhor opção para você!

O que é autofinanciamento?

Por definição, autofinanciar-se significa pagar suas conquistas por conta própria. Isso é feito sem precisar de empréstimos de outras pessoas ou instituições. Mas isso não significa arcar com tudo à vista. Você pode, sim, ter uma ajudinha. É aí que entra o autofinanciamento em grupo.

Imagine que um grupo de 20 amigos se reúne para comprar um bem que custa 20 mil reais. A cada mês, todos dão mil reais para que um dos membros receba o dinheiro e compre seu bem. Mensalmente, então, alguém consegue realizar seu objetivo. Nesse ritmo, ao final de 20 meses, todos terão sido beneficiados. Essa é a base do funcionamento do consórcio.

No consórcio, ou autofinanciamento, um grupo de pessoas se reúne para poupar mensalmente uma determinada quantia de dinheiro. O tempo varia conforme o número de meses necessários para atingir o valor do bem que desejam obter.

Assim como no exemplo que demos, todos os meses é feito um sorteio para decidir quem será o contemplado da vez. Essa pessoa recebe o valor para adquirir o bem e continua contribuindo todos os meses até finalizar o consórcio e todos serem contemplados.

Qual é a diferença entre autofinanciamento e financiamento externo?

A principal diferença entre autofinanciamento e financiamento externo está na forma como os recursos são obtidos. No autofinanciamento, o próprio consumidor se organiza financeiramente para adquirir um bem ou serviço, seja por meio de um consórcio ou de uma reserva planejada ao longo do tempo.

Já no financiamento externo, os recursos são disponibilizados por uma instituição financeira, que antecipa o valor da compra e cobra juros sobre o montante emprestado. Isso significa que o autofinanciamento ajuda a comprar um bem de de forma mais econômica, evitando dívidas excessivas. Por outro lado, o financiamento tradicional pode resultar em um custo total maior devido às taxas de juros.

Outro ponto importante é a burocracia envolvida em cada modalidade. O autofinanciamento, especialmente por meio de consórcio, tende a ser mais acessível, afinal, não há a exigência de comprovação de renda imediata ou análise de crédito rigorosa.

No caso dos financiamentos bancários, as instituições costumam impor uma série de exigências, como histórico financeiro positivo e garantias, além da necessidade de aprovações para a liberação do crédito. Dessa forma, o autofinanciamento acaba sendo uma alternativa mais flexível e segura para quem deseja planejar suas compras de forma organizada e sem comprometer sua saúde financeira.

Quais são as vantagens do autofinanciamento?

Essa modalidade de financiamento permite que você faça sua compra sem precisar recorrer a empréstimos bancários. Assim, você se livra de algumas questões que oneram e dificultam o processo, como:

  • pagamento de juros;
  • pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
  • burocracia na entrega de documentos;
  • espera pela análise de crédito;
  • necessidade de dar um valor de entrada;
  • pagamento de taxas bancárias.

No autofinanciamento, você consegue manter o controle do seu planejamento financeiro. Fica mais fácil definir suas próprias regras e controlar o investimento que está sendo feito para que você consiga adquirir aquilo que deseja.

Muita gente pensa que o consórcio tem juros, mas ele é um tipo de autofinanciamento que livra você dessa taxa que acaba encarecendo o seu bem no final das contas. Então, é possível fazer uma boa economia sem que você acabe se prendendo a uma dívida muito alta, que ficará bem acima daquilo que pretendia investir.

Quando considerar o autofinanciamento?

O autofinanciamento pode ser a melhor escolha quando você busca uma alternativa econômica e planejada para adquirir um bem ou serviço sem recorrer a empréstimos ou financiamentos tradicionais.

Um dos principais sinais de que essa modalidade pode ser vantajosa é a sua disposição para aguardar o momento certo para utilizar o crédito. Isso permite que você aproveite taxas mais baixas e tenha uma estrutura financeira melhor. Além disso, se você deseja evitar os altos juros cobrados pelos bancos e outras instituições financeiras, o autofinanciamento pode ser uma solução mais sustentável no longo prazo.

Se sua prioridade é organizar suas finanças e ter maior controle sobre os seus gastos, essa modalidade pode ser ideal. Avaliar seu orçamento, suas necessidades e sua disposição para esperar o bem desejado são passos essenciais para decidir qual opção faz mais sentido para você.

Por que o consórcio é um tipo de autofinanciamento?

O consórcio é um tipo de autofinanciamento porque você não precisa pegar dinheiro com nenhuma instituição financeira. Ele funciona como uma espécie de poupança. Você reserva um valor todos os meses pra que possa adquirir o bem que deseja comprar. Também podemos dizer que é uma espécie de reserva ou de investimento.

No final das contas, o valor que você vai usar para comprar o seu bem é uma conquista totalmente sua, já que foi você que economizou para alcançar esse objetivo, sem depender de mais ninguém.

É claro que existe uma empresa por trás de todo esse processo, mas o papel dela é apenas administrar o consórcio para garantir que todos os participantes do grupo estejam em dia com as mensalidades. Isso garante que ninguém será prejudicado, que as contemplações serão justas e que todos receberão o seu bem dentro do prazo estipulado no contrato.

Como funciona o consórcio?

No consórcio, você escolhe a administradora para gerenciar o autofinanciamento que pretende fazer. É importante pesquisar as instituições autorizadas a funcionar. Isso pode ser feito no site do Banco Central, que é o regulador do setor no Brasil. Você vai escolher:

  • o bem que quer adquirir;
  • o valor que pretende pagar por ele;
  • o prazo total de pagamento do consórcio;
  • o valor ideal das parcelas de acordo com seu orçamento.

A escolha do bem define o grupo do qual você participará. Não é possível, por exemplo, fazer um consórcio imobiliário e comprar um caminhão com a carta de crédito.

Depois, você só precisa se manter em dia com as mensalidades para que possa concorrer a uma carta contemplada. São feitos sorteios entre aqueles que ainda não foram contemplados para que um deles possa receber o valor economizado pelo grupo naquele mês.

Também existe a possibilidade de dar um lance. Nesse caso, a pessoa adianta determinado valor referente às suas parcelas futuras. Aquele que oferecer um lance mais alto ou equivalente a um número maior de parcelas poderá ser escolhido como contemplado. Mas as regras sobre como tudo vai funcionar estarão descritas no contrato.

Vale lembrar que, quando uma pessoa é contemplada, ela ainda precisa continuar fazendo o pagamento das parcelas até quitar por completo a carta de crédito.

Como as administradoras fazem a gestão do consórcio?

A administradora de consórcios tem a função de administrar e gerenciar os serviços oferecidos para os grupos. Ela tem o importante papel de garantir que os interesses de todos os contratantes sejam cumpridos de acordo com aquilo que manda a legislação. Para oferecer esses serviços, cobra uma taxa, por meio da qual ela é remunerada.

Essa empresa realiza diversas atividades. Tudo começa com a definição das características dos grupos para que as pessoas sejam organizadas conforme seus interesses. Ela também avalia o prazo de cada consórcio e o número de cotistas que devem compor cada grupo. Depois, organiza o processo para que o consórcio seja realizado, inclusive criando o contrato.

Quando se iniciam os pagamentos, ela gerencia os recursos arrecadados e a cobrança dos membros do grupo que estão inadimplentes. Desse modo, garante a saúde financeira dos grupos organizados.

Cabe à administradora realizar as assembleias mensais para que os sorteios aconteçam e as cartas de crédito sejam contempladas. Ela repassa o valor para o membro do grupo que foi contemplado e continua administrando o consórcio até que ele chegue ao fim.

O que está incluído nas parcelas?

Ao ingressar em um grupo, você dá início ao pagamento das parcelas, que incluem diferentes taxas:

  • Fundo Comum: este é o valor que todos os consorciados pagam para formar um caixa destinado à aquisição do bem. O fundo comum é essencial para viabilizar a compra dos bens pelos participantes do grupo;
  • Taxa de Administração: é cobrado pela administradora do consórcio para cobrir os custos de gestão do grupo, incluindo a organização das assembleias e a prestação de contas. A taxa de administração pode variar entre as administradoras e não é considerada um juro, mas sim uma taxa pelo serviço prestado;
  • Taxa de Seguro: embora não seja obrigatória, algumas administradoras oferecem uma taxa de seguro que garante o pagamento das prestações em caso de acidentes ou desemprego dos consorciados. Entretanto, essa taxa não é cobrada por todas as administradoras, conforme mencionado;
  • Fundo de Reserva: algumas administradoras também incluem um fundo de reserva nas parcelas, que serve para cobrir eventuais inadimplências e outras despesas relacionadas ao grupo. Esse fundo pode ser utilizado para garantir a saúde financeira do consórcio;
  • Taxa de Adesão: algumas administradoras podem cobrar uma taxa de adesão, que deve ser considerada no custo total do consórcio.

Como acontece a contemplação?

Enquanto paga as prestações, o consorciado participa das assembleias, ocasiões em que são dadas informações gerais sobre o andamento do grupo e também são sorteados aqueles membros que receberão a carta de crédito. Como explicamos, também existe a possibilidade de ser contemplado ao dar um bom lance, antecipando o pagamento de parte das parcelas.

Com a carta em mãos, você já pode adquirir seu bem. Se você parar para pensar, vai ver que o autofinanciamento está presente tanto na ideia quanto na prática do consórcio: o dinheiro para o pagamento do bem sai inteiramente de suas economias e dos demais membros. Assim, você não precisa contar com a ajuda de terceiros e paga muito menos!

Pode comprar qualquer coisa com o dinheiro do consórcio?

Sim, mas com algumas restrições. Quando um participante é contemplado, ele recebe uma carta de crédito, que pode ser utilizada para adquirir um bem ou serviço dentro da categoria estabelecida no contrato.

Por exemplo, se você participa de um consórcio de imóveis, o valor deve ser destinado à compra, construção ou reforma de um imóvel. Já em um consórcio de veículos, a carta de crédito pode ser usada para comprar carros, motos ou caminhões, dependendo das regras do grupo.

No entanto, há certa flexibilidade. Em muitos casos, o contemplado pode usar a carta de crédito para quitar um financiamento já existente, conforme as regras da administradora e a legislação vigente. O importante é sempre verificar o regulamento do consórcio antes de contratar, garantindo que suas expectativas estejam alinhadas com as possibilidades de uso do crédito.

Como implementar o autofinanciamento no dia a dia?

Se você deseja conquistar um bem de alto valor, como um carro ou um imóvel, separar um valor mensal para esse objetivo é essencial. No entanto, apenas guardar o dinheiro pode não ser suficiente, pois ele pode acabar sendo utilizado para outros fins. Para evitar isso, o ideal é direcionar essa economia para uma aplicação segura e eficiente, como o consórcio.

O primeiro passo é definir um planejamento financeiro sólido. Analise suas receitas e despesas para estabelecer um valor fixo que você pode separar mensalmente. Criar o hábito de reservar esse montante como se fosse uma conta obrigatória ajuda a manter a disciplina e evitar gastos impulsivos.

Mas atenção: deixar esse dinheiro parado pode não ser a melhor escolha. Aplicações de baixo risco podem protegê-lo da inflação, mas é no consórcio que ele ganha um propósito real. Ao escolher uma parcela que se encaixa no seu orçamento, você transforma sua economia em um investimento seguro e programado, sem o risco de gastá-la antes de atingir seu objetivo.

Na hora de escolher um consórcio, avalie a administradora com cuidado. Opte por empresas consolidadas no mercado, verificando tempo de atuação, credibilidade e autorização do Banco Central. Também é importante pesquisar avaliações de clientes, conferir redes sociais e analisar índices de resposta em sites de reclamação.

A Rodobens tem mais de 70 anos de atuação e tem centenas de milhares de bens entregues. Sua credibilidade garante operação em todo o Brasil, levando satisfação a seus clientes. Se você deseja optar pelo consórcio para economizar e conquistar seus objetivos, pode contar com a gente.

Aproveite que você está aqui e confira nosso conteúdo sobre como escolher o consórcio ideal para suas necessidades!

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