Como é calculada a taxa de administração em consórcios?

Segunda-Feira, 10 de Junho de 2024
Atualizado em: 30/04/2025
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Você sabe o que é a taxa de administração em consórcios? Frequentemente confundido com a taxa de juros e fonte de dúvidas para muitas pessoas, esse percentual envolve uma conta bem mais simples e, geralmente, mais barata. Assim, favorece quem opta por essa forma de pagamento.

Compreender o cálculo da taxa de administração em uma tabela de consórcio também é uma vantagem para saber se organizar financeiramente. Desse modo, você evita surpresas e pode manter o controle do orçamento.

Que tal entender como fazer esse cálculo? Acompanhe este artigo para saber como estimar a taxa de administração em consórcio!

O que é a taxa de administração em consórcios?

A taxa de administração em consórcios é a remuneração da empresa administradora pelos serviços prestados. Ou seja, é o que você paga para a organização por cuidar dos fundos e garantir que os membros recebam os prêmios pelos serviços contratados.

Diferentemente da taxa de juros, tem menores impactos nas parcelas e é bem diferente dos juros compostos. Isso porque a taxa de administração é fixa e estabelecida na hora da contratação. Desse modo, divide-se em cada prestação do consórcio e pode influenciar na decisão da cota.

Como calcular a taxa de administração em consórcios?

O cálculo da taxa de administração em consórcios considera o valor nominal e o número de parcelas do consórcio. Para exemplificar, imagine uma taxa administrativa de 15%. Nesse caso, se houver 50 prestações do consórcio, será incidido 0,3% ao mês de cada mensalidade. Na prática, em uma carta de 30 mil reais, o acréscimo seria de 90 reais.

Existe ainda a possibilidade do cálculo da taxa de administração em consórcios ser calculado ao final. Quando o contrato estiver sendo realizado, o consorciado pode pagar o valor total pelos serviços da administradora, em vez de diluir em parcelas ao longo do plano.

Veja um último exemplo para fixar melhor o assunto: para calcular a taxa de administração de um consórcio, basta aplicar o percentual sobre o valor do crédito. Imagine que é um consórcio residencial de R$ 300.000 com taxa de 20%, o total da taxa será de R$ 60.000. Se o prazo for de 180 meses, essa taxa será diluída em parcelas de aproximadamente R$ 333,33 por mês, além do valor da carta de crédito e outros encargos possíveis.

Qual é a diferença entre taxa de administração e taxa de juros?

Uma dúvida bastante comum é se a taxa de administração em consórcios pode ser comparada ou equiparada a uma taxa de juros. Para entender direitinho a diferença, é melhor conferir como cada uma é calculada.

Taxa de juros

No caso da taxa de juros, o cálculo é feito sempre em cima do valor residual após o amortecimento, no que é conhecido como juros compostos. Isso faz com que o valor da dívida aumente significativamente, além de tornar o cálculo bem mais complexo.

Taxa de administração

Já no caso da taxa de administração em consórcios, o cálculo consiste em uma simples divisão entre as parcelas, gerando um impacto constante. Além de tornar a conta mais simples, isso favorece o planejamento e diminui o valor a ser pago no final.

Contudo, se os juros fossem cobrados de maneira simples, os valores ainda seriam mais elevados? A resposta é sim! Normalmente, a taxa de juros é definida por ano e o financiamento é mais longo. Assim, é bastante comum que o percentual mensal financiado seja de 1% a 2%, enquanto a taxa de administração do consórcio raramente ultrapasse 0,5%.

Quais são os valores cobrados na tabela de consórcio?

Embora a taxa de administração em consórcios seja a única forma de remuneração da administradora, ela não costuma ser a única incidência extra sobre as parcelas. Além dela, pode haver ainda o fundo de reserva e o seguro.

Por mais que a cobrança dessas outras taxas não seja regra, se estabelecida em contrato, pode ser realizada pela administradora sem maiores problemas. Por isso, vale a pena conhecer.

A seguir, confira todos os valores e taxas, além da administrativa e de juros, que podem ser cobrados em uma tabela de consórcio!

Reserva

O fundo de reserva, por exemplo, permite garantir que o consórcio continue funcionando normalmente dentro de determinadas condições, como na inadimplência de participantes do grupo. Seu valor é fixo e cobrado da mesma forma que a taxa de administração.

Em geral, a taxa fica em torno de 1% a 2% do valor do bem ou serviço, divididos pela duração do contrato. Se o valor for de 2%, por exemplo, e o consórcio seguir as mesmas condições dos exemplos anteriores, o valor da taxa seria de 0,04% por mês. Isso significa um impacto de 12 reais mensais nas mensalidades.

No caso dos consórcios da Rodobens, essa cobrança não é realizada, pois não cobramos taxa de reserva.

Seguro

Você pode contratar um serviço de proteção ao fundo de reserva. Nesse caso, é adicionado um valor fixo por parcela para o seguro, com condições determinadas ao lado da seguradora.

Esse tipo de serviço costuma ser chamado de seguro prestamista, que protege o consorciado e sua família em caso de um sinistro. Em caso de situações graves com o membro do consórcio, a seguradora assume as despesas e segue com a contribuição.

Adesão

Embora não seja obrigatória, nem seja cobrada em todos os consórcios, a taxa de adesão também pode pesar no valor total pago. Em geral, pode atingir até 2% do preço do serviço, e deve ser paga na hora da contratação.

É mais comum que a taxa de adesão seja cobrada na negociação com representantes ou vendedores autorizados de consórcios. Na Rodobens, por exemplo, esse adicional também não entra na conta.

Reajuste

Um ponto positivo do consórcio é que não há incidência de juros e as taxas são mais previsíveis. No entanto, isso não garante que o valor da carta de crédito seja sempre o mesmo. Afinal, existem variáveis externas que podem influenciar no preço, como a inflação.

Hoje, você pode encontrar um imóvel por um determinado valor. No entanto, após 4 anos, uma propriedade semelhante, com o mesmo tamanho ou quantidade de cômodos, pode ter o valor reajustado com mais de 10%. Esse é o efeito da inflação na economia.

Para evitar problemas na aquisição do bem, algumas administradoras aplicam parâmetros de reajuste anual. No caso do consórcio de imóveis, o índice usado tende a ser o **Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) **, mas o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), o Custo Unitário Básico (CUB) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também podem ser usados.

Os reajustes anuais de consórcios de carro, por sua vez, costumam seguir as recomendações dos fabricantes ou os valores da tabela Fipe, se for o caso de veículos usados.

Geralmente, os ajustes são feitos com valores adicionais. Contudo, a inflação pode fazer com que os preços das propriedades caiam. Se isso acontecer, as contribuições são ajustadas para valores menores. Clique e assista o vídeo para entender melhor como funciona.

Como escolher a administradora de consórcio ideal?

A escolha da administradora de consórcio que mais traz vantagem para o seu bolso também é um desafio. Afinal, o mercado conta com uma variedade de opções interessantes. Não é por acaso que quase 10 milhões de brasileiros investem em consórcios.

O segredo é compreender bem os processos e analisar as condições de cada empresa. A seguir, confira ótimas dicas para acertar na escolha da administradora de consórcios!

Conheça os planos oferecidos

Para começar, é válido conhecer os detalhes da cartela de planos que uma administradora de consórcio oferece. Assim, é possível conhecer a variedade de serviços e encontrar uma opção que atenda às suas necessidades.

Pesquise os valores praticados pela administradora

Cada administrador define os seus valores e processos. Portanto, para saber se essa é a empresa ideal para fazer o consórcio, é importante conhecer as taxas de administração, de adesão e de juros, além do fundo de reserva, que podem incidir sobre o preço do serviço.

Entenda como funciona o processo burocrático

É fundamental também compreender as burocracias envolvidas na contratação do consórcio, como análise de crédito, documentos necessários, prazos e exigências para garantir o serviço.

Conforme você entende o processo burocrático para a liberação do crédito até a contemplação, fica mais fácil perceber se a empresa combina com o seu perfil e trará vantagens para o seu investimento.

Saiba mais sobre o suporte e o atendimento oferecidos

Além dos serviços prestados por uma administradora de consórcios, o atendimento e o suporte ao cliente devem ser excelentes. Com isso, você pode ter a confiança de que encontrará a solução para quaisquer problemas que possam surgir ao longo da experiência.

Uma empresa com um canal de atendimento solícito também ajuda a esclarecer as dúvidas e dá mais segurança para investir nos serviços. Sendo assim, é possível ter um contato mais positivo com a tabela de consórcios e receber as orientações necessárias para fazer a melhor escolha.

Como visto, por não apresentar juros compostos, o cálculo da taxa de administração em consórcios é bastante simples. Fazer essa conta vai auxiliar no seu planejamento, prevenir prejuízos e favorecer a contratação de consórcios que ajudam a ganhar dinheiro com mais economia e segurança.

Gostou de saber mais sobre o assunto? Aproveite a visita e conheça os planos de consórcio da Rodobens!

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